Esporte
Athletico-PR domina e vence Cuiabá com placar elástico na abertura do Brasileirão
Esporte
Em uma exibição de futebol eficiente e dominante, o Athletico-PR não deu chances ao Cuiabá e abriu o Campeonato Brasileiro com uma vitória expressiva por 4 a 0, na Ligga Arena.
Este resultado marca a oitava vitória consecutiva do time sob o comando do técnico Cuca, evidenciando o excelente momento da equipe no cenário nacional. O Dourado, por sua vez, vinha de uma vitória na Venezuela pela Sul-americana, mas não conseguiu impor seu ritmo frente ao poderoso Athletico.
O jogo começou agitado, com o Athletico-PR tomando a iniciativa. Julimar, logo aos 8 minutos, deu o primeiro aviso com um chute de fora da área que passou raspando a trave direita do goleiro Walter. Canobbio, aos 18 minutos, teve uma ótima chance de abrir o placar, mas acabou desperdiçando. No entanto, o domínio do Rubro-Negro Paranaense se converteu em gol aos 21 minutos, quando Pablo aproveitou um rebote em sequência a um cabeceio de Julimar, após escanteio cobrado por Fernandinho.
A equipe da casa não diminuiu o ritmo e, aos 36 minutos, Canobbio ampliou a vantagem com um belo gol, driblando a defesa do Cuiabá e finalizando com precisão. Ainda no primeiro tempo, Canobbio voltou a brilhar, marcando seu segundo gol na partida e o terceiro para o Athletico-PR, consolidando a superioridade da equipe antes do intervalo.
Na segunda etapa, o Cuiabá tentou reagir e teve uma excelente oportunidade aos 10 minutos com Derik Lacerda, que, livre na área, não conseguiu converter. Jonathan Cafu também teve sua chance, mas a defesa do Athletico-PR se mostrou atenta. O controle do jogo permaneceu com o time da casa, que selou a vitória com um gol de Mastriani, após assistência de Zapelli em cobrança de escanteio.
Este triunfo coloca o Athletico-PR em uma posição confortável desde o início do Campeonato Brasileiro, demonstrando que a equipe será um adversário difícil de ser batido. Para o Cuiabá, resta a reflexão e a preparação para os próximos desafios, buscando recuperar-se deste revés e voltar a apresentar o futebol que garantiu a vitória na Sul-americana.
A temporada promete ser emocionante, e este jogo foi apenas uma amostra do que está por vir no Campeonato Brasileiro. O Athletico-PR, com uma mistura de técnica, tática e eficiência, deixa claro que tem ambições elevadas para este ano, enquanto o Cuiabá precisa ajustar seu jogo para enfrentar os desafios futuros.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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