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Athletico perde na estreia da 3ª fase da Copa do Brasil para o Ypiranga

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Pablo quase abriu o placar, aos quatro minutos. Ele cruzou rasteiro, a defesa tentou fazer o corte e o zagueiro tirou a bola quase em cima da linha.O Athletico começou bem a partida, mas o Ypiranga passou a pressionar a saída de bola athleticana depois dos 10 minutos.

O Furacão conseguiu recuperar o volume de jogo e o resultado da evolução saiu aos 34’. Zapelli desceu pelo meio e fez um excelente passe para Canobbio, que chutou forte da direita. Lindo gol e 1 a 0 para o Athletico!

No segundo tempo, o Furacão demonstrou o cansaço e a dificuldade em jogar no gramado alto do estádio de Erechim, dando espaços ao adversário.

O técnico Cuca promoveu a primeira alteração na equipe aos 19 minutos. Mastriani entrou no lugar de Pablo. Aos 25’, entraram Madson, Gabriel e Nikão, nos lugares de Léo Godoy, Felipinho e Julimar, com o intuito de dar mais fôlego para a equipe.

Mas o Ypiranga continuou a pressionar e teve um gol invalidado aos 32’, por impedimento.

Aos 36’, Zapelli, que foi o destaque do Athletico no jogo, foi substituído por Christian.

Mesmo com as substituições, o Furacão não conseguiu segurar o resultado. Aos 43 minutos, quase saiu o gol adversário, em lance que foi revisado pelo VAR.

E, aos 50 minutos e aos 52 minutos, o Ypiranga marcou os gols que definiram o placar. O primeiro em jogada de contra-ataque e o segundo em um chute de fora da área.

Ficha técnica

Ypiranga 2×1 Athletico Paranaense

Copa do Brasil 2024 – Terceira fase
Data: 01/05/2024 (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim (RS)

Árbitro: Gustavo Ervino Bauermann (SC)
Assistentes: Bruno Muller (SC) e Gizeli Casaril (SC)
Quarto árbitro: Julio Cesar Pfleger (SC)
Árbitro de vídeo: Charly Wendy Straub (SC)

Ypiranga: Alexander; Willian Gomes, Fernando, Mendonça e Gedeilson; Anderson Uchôa, Caio Mello, Alisson Taddei (Amarildo, aos 36’ do 2T) e Reifit (Mateus Anderson, aos 17’ do 2T); Jhonatan Ribeiro (Fabrício, aos 40’ do 2T) e Edson Cariús (Zé Vitor, aos 17’ do 2T).

Técnico Thiago Carvalho
Gols: Mateus Anderson, aos 50’ do 2T, e Fabrício, aos 52’ do 2T.
Cartões amarelos: Edson Cariús (31’ do 1T), Thiago Carvalho (40’ do 1T), Mateus Anderson (50’ do 2T), Fabrício (53’ do 2T)

Athletico Paranaense: Bento; Léo Godoy (Madson, aos 26’ do 2T), Kaique Rocha, Mateo Gamarra e Esquivel; Erick, Felipinho (Gabriel, aos 26’ do 2T) e Zapelli (Christian, aos 36’ do2T); Canobbio, Pablo (Mastriani, aos 19’ do 2T) e Julimar (Nikão, aos 26’ do2T).
Técnico: Cuca
Gol: Canobbio, aos 34’ do 1T.
Cartões amarelos: Mateo Gamarra (41’ do 1T), Léo Godoy (15’ do 2T), Zapelli (29’ do 2T), Madson (47’ do 2T).





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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