1ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência
Associação “Amigos do Bem” promove campeonato
A 1ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência se estende até sexta-feira (24), em diferentes locais de concentração popular
Esporte
A Associação de Garçons “Amigos do Bem”, em Cuiabá, aderiu à campanha Vacina Solidária, promovida pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro. No dia da abertura da 1ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, a entidade realizou um campeonato de futsal e o resultado da captação de alimentos irá se transformar em cestas básicas a serem distribuídas às famílias em situação de vulnerabilidade social.
A 1ª Semana é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência. A ação é coordenada pela secretaria-adjunta da Pessoa com Deficiência, criada em 2020 pela gestão Emanuel Pinheiro. A abertura das atividades foi realizada na Praça Popular.
Responsável pela organização do campeonato e membro da Associação Amigos do Bem, Reiner Anderson, conta que esse é apenas o começo de uma parceria que visa atender às famílias que estão passando por dificuldades financeiros. “Nós garçons, sentimos e muito o efeito da pandemia causada pelo coronavírus. Muitos companheiros sentiram na pele o desespero com os estabelecimentos fechados. Sendo assim, nada mais justo dar um pouco àqueles que não têm. O que parece pouco para muitos é, na verdade, muito para quem precisa”, declarou Reiner.
A iniciativa resultou na arrecadação de alimentos não perecíveis que serão doados às famílias que possuem pessoas com deficiência.
“Essa é mais uma prova de que o prefeito Emanuel Pinheiro sempre abraça as causas sociais desenvolvidas no município, principalmente quando se trata de pessoas com algumas limitações, mas que precisam ser tratadas de forma igualitária. Isso sem mencionar ainda o cuidado da nossa primeira-dama Márcia Pinheiro, que desenvolveu a Campanha Vacina Solidária para ajudar mais pessoas que necessitam da atenção do poder público”, disse a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira.
Sem conseguir esconder a emoção, o secretário-adjunto da Pessoa com Deficiência, Rubens da Silva (o Rubinho da Guia) agradeceu o empenho da Associação. “Irão compor cestas básicas e ajudar ainda mais pessoas. Sou grato por integrar a equipe da gestão Emanuel Pinheiro, uma administração humanizada com o foco voltado para a inclusão social- “Humanizar e Incluir: É nas diferenças que somos iguais”, pontou Rubinho da Guia.
PROGRAMAÇÃO – A 1ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência se estende até sexta-feira (24), em diferentes locais de concentração popular. Também serão realizadas atividades remotas, a fim de garantir as normas de biossegurança para evitar a propagação do coronavírus na capital. “Será uma semana voltada para sensibilização sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão dessas pessoas na sociedade, trazendo a acessibilidade como princípio da igualdade de direitos, valorizando a diversidade humana e as necessidades decorrentes das pessoas com deficiência”, concluiu o secretário.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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