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Após saída, Santos homenageia Ricardo Oliveira: ‘Líder, artilheiro e ídolo’

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Atacante de 37 anos deixou o time da Baixada e acertou com o Atlético-MG nesta quinta-feira

Da Redação

A decisão de deixar o Santos em 2018 e ir para o Atlético-MG não impediu que Ricardo Oliveira tivesse o reconhecimento por sua trajetória na Vila Belmiro. Momentos depois de o clube mineiro anunciar o acerto com o atacante, o time paulista divulgou vídeo homenageando o jogador de 37 anos.

“Líder, artilheiro e ídolo. O atacante Ricardo Oliveira fez história com a camisa do Santos. Em duas passagens pelo clube, o atleta marcou 92 gols em 173 jogos, com a conquista de dois Campeonatos Paulistas. Para homenagear o jogador, o Peixe preparou um vídeo de agradecimento”, explicou o clube.

O vídeo de um minuto mostra gols de Ricardo Oliveira em clássicos, sua relação de liderança e amizade com os companheiros de elenco e o carinho de alguns pequenos torcedores pelo atacante, que acertou com o Atlético-MG por duas temporadas.

Ricardo Oliveira não entrou em acordo com a diretoria santista para renovar o contrato e, inclusive, se despediu da torcida na última quarta. Através das redes sociais, ele lamentou a saída e garantiu: “Sempre foi minha prioridade permanecer, mas não foi possível. Tenho que pensar na minha carreira, no meu futuro e na minha família”.

O vínculo de Ricardo Oliveira com o Santos termina neste mês de dezembro. Curiosamente, as conversas do atacante para renovação aconteceram com a atual diretoria, que também deixa o clube no fim do ano. O novo vice-presidente santista, Orlando Rollo, inclusive lamentou recentemente que o jogador tenha definido sua saída antes de conversar com os novos dirigentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Divulgação/Santos FC

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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