Esporte
Após deixar o Orlando City, Kaká anuncia aposentadoria do futebol
Esporte
Craque deixa os gramados após 16 anos como jogador profissional
Da Redação
O meia Kaká anunciou neste domingo sua aposentadoria como jogador profissional de futebol. Após declarar que não iria renovar com o Orlando City, time que defendeu nos Estados Unidos, o atleta deixou em aberto seu futuro no esporte. No entanto, em entrevista à TV Globo, Kaká revelou oficialmente seu desligamento dos gramados.
“A minha palavra final é que o ciclo da minha carreira como jogador profissional se encerra aqui”, disse Kaká, anunciando oficialmente sua aposentadoria.
Com três Copas do Mundo no currículo e um prêmio de melhor jogador do mundo em 2007, Kaká, aos 35 anos, diz que não será mais jogador, mas que planeja seu futuro trabalhando nos bastidores do futebol como gestor.
O meia foi revelado pelo São Paulo, onde realizou sua primeira partida como profissional em 2001. Foi vendido para o Milan, da Itália, em 2003, onde ganhou reconhecimento mundial, conquistou a Liga dos Campeões na temporada 2006/2007 e ficou até 2009, quando transferiu-se para o Real Madrid.
Não conseguiu regularidade na Espanha, período em que passou por algumas lesões. Foi emprestado para o Milan em 2013 e no ano seguinte assinou com o Orlando City, onde ficou até este ano com breve passagem pelo São Paulo por empréstimo em 2014.
Ao anunciar que não iria renovar com o Orlando City após o fim da temporada nos Estados Unidos, Kaká cogitou retornar ao Brasil para jogar pelo São Paulo. Contudo, o meia revelou que precisava de um tempo para refletir e avaliar suas condições físicas, entre outros fatores.
“Eu precisava de um tempo para pensar e tomar uma decisão muito tranquila, muito calma e muito consciente do que eu gostaria para minha vida profissional”, explicou Kaká. “E estudando, vendo o que acontecia nesse momento, propostas. Eu fui para a Europa para ver alguns jogos, sentir a emoção do jogo ali, onde o futebol realmente tem seu ponto máximo. E muito consciente eu cheguei à conclusão que é o momento de encerrar a minha carreira como jogador profissional”, completou.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Daniel Dal Zennaro/ EFE
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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