Esporte
Ancelotti testa Rayan e Léo Pereira em último ensaio antes de amistoso contra o Egito
Esporte
A Seleção Brasileira vive momentos decisivos em solo norte-americano. Em treinamento realizado nesta quinta-feira (4), em Nova Jersey, o técnico Carlo Ancelotti deu pistas de que pode promover mudanças importantes na equipe titular para o amistoso contra o Egito, o último teste antes do início da Copa do Mundo de 2026.
As grandes surpresas da atividade no CT do New York Red Bulls foram as entradas do jovem atacante Rayan e do zagueiro Léo Pereira no time principal. Rayan ocupou a vaga que vinha sendo de Lucas Paquetá, enquanto o defensor do Flamengo substituiu Gabriel Magalhães. O zagueiro do Arsenal, que atuou durante os 120 minutos da final da Champions League no último sábado, foi preservado e pode ser poupado do compromisso deste final de semana.
Ofensividade mantida
Ancelotti sinalizou que pretende manter o esquema agressivo com quatro atacantes. A formação inicial testada contou com: Alisson; Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Rayan, Raphinha, Vini Jr. e Igor Thiago.
O centroavante Igor Thiago, que brilhou na goleada recente sobre o Panamá, foi mantido entre os titulares pelo segundo dia consecutivo, consolidando sua posição na disputa por uma vaga no setor ofensivo.
Situação de Neymar
O camisa 10 segue como desfalque nos gramados. Neymar permaneceu sob os cuidados da fisioterapia e realizando trabalhos de fortalecimento na academia. O craque não acompanhará a delegação na viagem para Cleveland, seguindo um cronograma rigoroso de recuperação para estar apto durante o Mundial.
Reta final para a estreia
A delegação embarca nesta sexta-feira para Cleveland, onde enfrentará a seleção egípcia no Huntington Bank Field, às 19h (horário de Brasília) de sábado. Após o amistoso, o Brasil retorna a Nova Jersey para focar exclusivamente na estreia da Copa do Mundo contra o Marrocos.
Vale lembrar que o Brasil integra o Grupo C da competição, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia.
Próximo jogo do Brasil
Brasil x Egito (amistoso)
Data: 6 de junho de 2026 (sábado)
Horário: 19h (de Brasília)
Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (Estados Unidos)
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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