EM CUIABÁ

40ª CORRIDA DE REIS LEVA MAIS DE 20 MIL PESSOAS AS RUAS

O TJMT se juntou à Assembleia Legislativa para divulgar importantes iniciativas voltadas à população durante a Corrida de Reis.

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Foto: Vanderson Ferraz (ALMT)

A 40ª edição da Corrida de Reis  que aconteceu neste domingo (12) reuniu mais de 20 mil atletas na maior corrida de rua do Centro-Oeste. Um dos primeiros circuitos realizados no ano, a Corrida de Reis atrai pessoas do mundo inteiro, atletas de outros estados e do interior de Mato Grosso para percorrer 10 quilômetros (km) pelas ruas de Cuiabá. Parceira há anos do evento, a Assembleia Legislativa esteve presente com estande para receber os servidores-corredores e os demais participantes e apoiar iniciativas que buscam melhorar a qualidade de vida da população.

O pódio feminino e masculino, desta vez, foi ocupado por atletas de outros países. O primeiro lugar entre as mulheres foi da tanzaniana Anastazia Dolomongo Ngombengeni. Entre os homens, Joseph Tiophil Panga, também da Tanzânia, ganhou em primeiro lugar. Mas Pontes e Lacerda, município há 444 km de Cuiabá, garantiu a presença dos brasileiros entre os cinco primeiros. Os atletas Suzane Araújo  e Weldell Jerônimo Souza ficaram com a quarta colocação, tanto no feminino quanto no masculino, respectivamente.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), fez questão de acompanhar os servidores da ALMT na largada da corrida e depois foi até a chegada para recepcionar os atletas. “A Assembleia é uma grande parceira da Corrida de Reis, buscamos incentivar todas as iniciativas que valorizem o esporte. Estamos juntos para incentivar a população e os servidores a praticar esportes”.

Para o deputado Carlos Avallone (PSDB) a Corrida de Reis é um dos eventos mais importantes do estado, com relevância nacional. “É uma das corridas mais tradicionais. São 40 anos, um feito que não é fácil e por isso merece o reconhecimento. Todos os anos a Assembleia participa e deverá continuar sendo parceira”. O deputado, que é entusiasta de corridas de rua, este ano não pode participar por recomendação médica. “Eu sempre corro, este ano treinei três meses para correr, mas apareceu um pequeno vírus no pulmão e minha médica não autorizou”.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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