Economia
Várzea Grande reforça investimentos em Saúde, Mobilidade e Meio Ambiente
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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, publicou nesta quarta-feira (8), um decreto orçamentário que destinará mais de R$ 4,1 milhões para áreas prioritárias do município. As medidas visam garantir a continuidade de serviços essenciais e o fortalecimento de programas de desenvolvimento sustentável.
O maior investimento, concentrando R$ 2,9 milhões, foi destinado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O recurso será aplicado na ampliação e qualificação da força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS) em Várzea Grande, além de cobrir obrigações patronais e aportes para o regime próprio de previdência.
Para a Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, foi autorizado o crédito de R$ 754.669,02. O foco deste investimento é a Manutenção da Sinalização, garantindo vias mais seguras para motoristas e pedestres, além do acerto de despesas de exercícios anteriores.
A pasta de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural também foi contemplada. Através dos decretos nº 0013 e 0014, a prefeitura destinou cerca de R$ 440 mil para Manutenção do Fundo Municipal de Meio Ambiente e para o Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável (PMDRS), visando a modernização e o suporte à agricultura local.
E VEM MAIS INVESTIMENTO: A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande ganhará mais R$ 6.967.179,00 (seis milhões, novecentos e sessenta e sete mil, cento e setenta e nove reais) para reforçar o orçamento da Pasta e dar continuidade às ações de melhoria na rede pública. O Projeto de Lei, de autoria do Executivo Municipal, que autoriza a abertura de crédito adicional suplementar para a Saúde, foi aprovado nesta terça-feira (7) pela Câmara Municipal.
O montante é oriundo de emendas parlamentares, destinadas por deputados estaduais e federais, e será aplicado em diversas frentes estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS), como reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), aquisição de veículos, custeio de medicamentos e insumos, reforma do Pronto-Socorro, além do custeio de serviços odontológicos, pagamento de fornecedores e realização de mutirões de atendimento.
A prefeita Flávia Moretti (PL) ressaltou que a suplementação representa um reforço essencial para garantir mais estrutura e eficiência, permitindo que a gestão avance em ações prioritárias como reformas de unidades, aquisição de equipamentos e fortalecimento do atendimento básico e especializado.
Moretti reforçou que o investimento será aplicado com planejamento e transparência, visando assegurar melhores condições de trabalho aos profissionais e mais qualidade no serviço prestado à população, principalmente nas regiões que mais precisam. Ela frisou ainda que as cifras refletem a articulação da Executivo em captar emendas para investimentos em áreas estratégicas de Várzea Grande.
“Esse reforço de quase R$ 7 milhões é uma conquista muito importante para a Saúde de Várzea Grande. Esse recurso vai nos permitir acelerar reformas, melhorar a estrutura das nossas unidades, garantir medicamentos, insumos e ampliar ações que atendam diretamente a população. Estamos trabalhando com responsabilidade e planejamento para que cada centavo seja bem aplicado e se transforme em atendimento mais humanizado, mais qualidade e mais dignidade para o nosso povo. Agradeço à Câmara Municipal pela aprovação e reafirmo: nossa gestão está comprometida em fazer a saúde avançar de verdade em Várzea Grande.”
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Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço
O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).
O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.
A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.
O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.
Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.
Plataforma brasileira
O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.
A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.
Teste de recuperação
O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.
Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.
Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.
Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
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