Economia
Várzea Grande está pronta para dar início à imunização com a Pneumo 20
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As equipes da Vigilância Epidemiológica em Saúde e da Atenção Primária de Várzea Grande estão prontas para dar início à oferta da nova vacina disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS): a pneumocócica 20 (Pneumo 20). A liberação do imunizante foi anunciada pelo Ministério da Saúde, e Várzea Grande aguarda a chegada das primeiras doses para reforçar a cobertura vacinal de crianças de até cinco anos.
Esta é a primeira vez que a Pneumo 20 passa a fazer parte do calendário de imunização infantil do SUS. A vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos. Conforme o Ministério da Saúde, na rede privada, a dose pode custar mais de R$ 500.
O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica contra os sorotipos mais frequentemente associados à pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, tornando-a mais abrangente do que as formulações anteriores. O imunizante também auxilia na prevenção da otite média, condição que pode evoluir para perda auditiva e, em casos mais graves, infecção generalizada.
Como explica a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Maria José Neves, a vacinação terá início assim que o governo federal encaminhar as doses ao Estado, que posteriormente as repassará ao Município. “Nada muda na rotina das Unidades Básicas de Saúde. Estaremos ofertando mais uma vacina que tem como público-alvo crianças menores de dois anos. É importante que os pais e responsáveis levem seus filhos para receber esse imunizante”, destaca.
A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ainda este ano para todo o Brasil.
Sobre a nova vacina, Maria explica que o público-alvo é formado prioritariamente por crianças menores de dois anos de idade, que passam, a partir de agora, a ter o imunizante incluído na rotina vacinal. “O público-alvo da Pneumo 20 se estende até crianças de cinco anos, porque existem doses de reforço e esquemas diferenciados para quem ainda não recebeu a vacina, que está sendo disponibilizada pela primeira vez no SUS. Dessa forma, ampliamos a cobertura vacinal e a prevenção dessas doenças respiratórias”, explica.
Conforme o esquema básico elaborado pelo Ministério da Saúde, crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade deverão receber a primeira dose (D1) aos 2 meses e a segunda dose (D2) aos 4 meses, respeitando o intervalo de 60 dias entre as aplicações. A dose de reforço deverá ser administrada aos 12 meses de idade. Já para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias sem histórico vacinal contra o pneumococo, será administrada uma dose única da VPC20.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destaca que a vacinação em larga escala deverá reduzir significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), manejo de sequelas e processos de reabilitação.
“Conforme orientação do Ministério da Saúde, o mês de junho marca o início da oferta desse imunizante. Tão logo as doses cheguem ao Município, estaremos prontos para disponibilizar mais essa vacina às nossas crianças. Precisamos que os pais e responsáveis se conscientizem da importância dessa medida preventiva e procurem a unidade de saúde mais próxima. Estamos em um período crítico para as doenças respiratórias, temos casos de meningite registrados no Estado e as unidades de pronto atendimento estão lotadas de crianças com sintomas gripais. A vacina salva vidas, reduz a circulação de agentes infecciosos e evita o agravamento dos quadros clínicos”, enfatiza.
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Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP
Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB – Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa.
O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.
“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”.
Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita.
Endividamento
A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025.
Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta.
“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores.
A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.
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