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Refinaria de Cubatão paralisa atividades para aumentar eficiência

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A Petrobras inicia neste sábado (29) a parada de manutenção na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, São Paulo. A finalidade é preservar os equipamentos e a segurança das pessoas, aumentar a eficiência no processo produtivo e implementar projetos. Os serviços programados terão a duração de aproximadamente 70 dias. A companhia vai investir R$ 500 milhões na manutenção.

“A parada contribuirá para preparar a Refinaria de Cubatão para o aumento de sua capacidade de produção, ao mesmo tempo em que atualizaremos tecnologias, permitindo ganhos em eficiência operacional e ambientais, em linha com o Plano Estratégico da Petrobras”, disse o gerente geral da unidade, Fernando Tadeu de Castilho.

A refinaria passará por inspeções normativas, manutenções preventivas e implementação do projeto de aumento de capacidade da Unidade de Destilação V, responsável pelo processamento de 5.200 metros cúbicos por dia (m3/dia) de petróleo. A destilação é o primeiro processo de uma refinaria, quando o petróleo é aquecido em altas temperaturas e, com a evaporação, dá origem a diversos subprodutos. A unidade tem mais duas unidades de destilação.

Segundo Fernando Tadeu, a parada programada de manutenção não afetará o abastecimento ao mercado. “A Petrobras faz um detalhado planejamento para que sejam garantidos estoques prévios. Durante o período em que parte da produção da Refinaria de Cubatão estiver interrompida, a companhia atuará de forma integrada com as áreas comercial e de logística, possibilitando o atendimento aos clientes”, afirmou.

A Refinaria de Cubatão tem capacidade de processar 178 mil barris de óleo por dia. Seus principais produtos são diesel S-10, gasolina A, gasolina Podium, gasolina de aviação e gás de cozinha. A maior parte da produção é destinada ao mercado da Grande São Paulo. Uma parcela abastece também a Baixada Santista e as regiões Norte, Nordeste e Sul do país.



Fonte: Agência Brasil

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Dólar cai para R$ 5,07, menor nível em um mês; bolsa fica estável

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O dólar voltou a cair nesta terça-feira (21) e fechou no menor nível desde 15 de junho, com influência dos juros altos no Brasil e da alta internacional do petróleo. A bolsa de valores encerrou praticamente estável, mas acumulou a quinta queda seguida.

Impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, o petróleo avançou pela terceira sessão consecutiva. O avanço da commodity favoreceu moedas de países exportadores do produto, como o Brasil, mantendo o real em destaque entre os emergentes.

Principais números

  • Dólar à vista: -0,31%, a R$ 5,073 (menor fechamento desde 15 de junho);
  • Acumulado do dólar: -0,73% na semana, -1,73% no mês e -7,57% no ano;
  • Ibovespa: -0,03%, aos 173.325,65 pontos;
  • Petróleo Brent (setembro): +2%, a US$ 91,01 o barril;
  • Petróleo WTI (setembro): +2,25%, a US$ 84,34 o barril.

Dólar

O dólar comercial recuou 0,31%, para R$ 5,073, renovando o menor nível de fechamento em pouco mais de um mês, mesmo com a valorização da moeda americana diante das principais divisas globais.

O movimento foi sustentado principalmente pela alta do petróleo, que melhora os termos de troca para o Brasil, exportador líquido da commodity.

Também foi influenciado pelos altos juros domésticos, que continuam atraindo operações de carry trade, transferência de capitais financeiros de economias avançadas para o Brasil, para aproveitar a diferença de taxas.

O real teve o segundo melhor desempenho entre moedas emergentes no dia, atrás apenas do peso colombiano. No acumulado do ano, a moeda americana registra queda de 7,57% em relação ao real.

Apesar de novas incertezas envolvendo a guerra entre Estados Unidos e Irã e do anúncio de novas tarifas americanas sobre produtos canadenses, o mercado de câmbio mostrou volatilidade limitada ao longo da sessão.

Bolsa

O Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, após oscilar entre perdas e ganhos durante todo o pregão.

A liquidez permaneceu reduzida, com giro financeiro de R$ 17,9 bilhões, bem abaixo da média diária registrada neste ano.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a valorização do petróleo e ajudaram a limitar as perdas do índice. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 1,43%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 1,24%.

O desempenho da Bolsa brasileira voltou a destoar do exterior. Em Nova York, os principais índices acionários encerraram o dia em alta, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia, enquanto o mercado doméstico permaneceu pressionado pelas incertezas geopolíticas e pelo baixo volume de negócios.

Petróleo

Os contratos internacionais do petróleo fecharam em forte alta diante da persistência dos riscos à oferta global provocados pelo conflito no Oriente Médio.

O Brent, referência para a Petrobras, avançou 2%, para US$ 91,01 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 2,25%, encerrando a US$ 84,34.

Os preços continuaram pressionados pelas ameaças do grupo rebelde Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, na saída do Mar Vermelho. A rota é estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Com o Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, bloqueado, o mercado também acompanhou novas ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de interrupções no fluxo global de petróleo, mantendo elevado o prêmio de risco do produto.

*com informações da Reuters.



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