CPF NA NOTA

Programa Nota MT chega a 400 mil contribuintes cadastrados

Cadastro permite que consumidores concorram mensalmente a prêmios que vão de R$ 500 a R$ 50 mil

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Economia

Foto por: Flávio Costa - Sefaz/MT

Dois anos e um mês após o seu lançamento, o Programa Nota MT atingiu nesta segunda-feira, 26 de julho, a marca de 400 mil contribuintes cadastrados. Os cidadãos cadastrados e que pedem para inserir o CPF nas suas notas de compras ou bilhetes de passagens de ônibus, concorrem a mais de mil prêmios todos os meses. As premiações variam de R$ 500 a R$ 50 mil.

O cadastrado de número 400 mil no Programa Nota MT é Elton Campos da Silva, morador de Várzea Grande, de 38 anos, que atua na área comercial como representante e divulgador externo.

Até o início da pandemia, em março de 2020, o número de cadastrados vinha num crescente constante. Quando da realização do primeiro sorteio mensal da Nota MT, no dia 08 de agosto de 2019, haviam 45.700 contribuintes participando. No final daquele mês já eram 101.915 cadastrados. No dia 02 de janeiro de 2020, Rafael Cruz Manus, de Cuiabá, se tornou o consumidor cadastrado de número 250 mil.

A meta de se chegar a 600 mil cadastrados no final de 2020, foi prejudicada com a pandemia, que inclusive levou à suspensão dos sorteios por 3 meses, em razão da paralisação das extrações da Loteria Federal, de onde saem os números sorteados para o Nota MT. Os concursos foram retomados em julho daquele ano e, até o momento, já premiaram 22.272 pessoas.

Menor Preço

Além de concorrerem aos prêmios, os consumidores cadastrados no Nota contam, ainda, com uma ferramenta que auxilia no momento das compras, proporcionando mais economia – o Menor Preço. Nele os consumidores podem consultar os valores de milhares de produtos comercializados em todo Mato Grosso, a partir das notas fiscais emitidas.

Em um ano de operação o Menor Preço já teve mais de 1 milhões de consultas. Produtos relacionados ao setores combustíveis, alimentos, construção civil e bebidas têm sido os mais pesquisados desde o lançamento do Menor Preço. Dentre os 100 termos mais consultados, o campeão é o “etanol comum” com 139.214 consultas, seguido de arroz que foi buscado 16.814 vezes. Analisando pelo número de buscas, a categoria de combustíveis se destaca com 353.131 pesquisas.

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Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço

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O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).

O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.

A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.


Brasília (DF), 05/09/2026 - Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço.
Foto: CECOMSAER
Brasília (DF), 05/09/2026 - Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço.
Foto: CECOMSAER

Plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço. Foto: CECOMSAER

O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.

Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.

Plataforma brasileira

O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.

A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.

Teste de recuperação

O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.

Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.

Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.

Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.



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