Safra 2022/2023
Produtor ira reduzir a aplicação de insumos na próxima temporada
Economia
Equilibrar os custos de produção da soja nas próximas safras, é o principal desafio do produtor, que com o objetivo de equilibrar as contas, irão reduzir a aplicação de insumos na próxima temporada. O sojicultor de uma propriedade da região de Poconé (a cerca de 102 Km de Cuiabá), por exemplo, não tem conseguido antecipar as compras para o ciclo 22/23, por causa da alta dos preços.
No município o fertilizante está 140% mais caro do que no mesmo período do ano passado.
Segundo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta que a estimativa de produção para o estado é de 37,41 milhões de toneladas e a área plantada é de 10,84 milhões de hectares. Para esta safra, o órgão aponta, ainda, aumento de 22% nos custos de produção em Mato Grosso em comparação com o ciclo 20/21.
A entidade afirma, que entre novembro e dezembro, quando o produtor estava semeando a última safra, há uma diferença de mais de 100% no custo, dependendo do insumo. Em relação aos macronutrientes, a diferença é de 106% em comparação ao começo desse ano para agora.
“O produtor que conseguiu se antecipar e se organizar nas compras em um momento que tinha uma conjuntura mais favorável, aproveitou uma diferença bastante significativa que vai acabar pesando na rentabilidade final”, explicou o superintendente do Imea, Cleiton Gauer.
Ele tem consciência de que essa redução deve ser temporária, visto que a carência de nutrientes no solo impacta a produtividade lá na frente. “Em 23/24, vou ter de repor o que deixei de colocar em 22/23. Então espero que essa relação de troca para 23/24 esteja melhor e que possamos voltar a fazer as adubações [em quantidade] padrão”. Ainda sobre a alta dos fertilizantes, Tavares projeta que a manutenção de máquinas e o óleo diesel devem, certamente, pesar no bolso.
A alta crescente nos custos de produção da soja e o encarecimento de insumos na safra 2022/2023 devido ao provável desabastecimento chinês, os produtores estão buscando soluções para driblar os desafios. Esse foi o destaque do sétimo episódio do programa Aliança da Soja.
Na região de Primavera do Leste (a 200 km de Cuiabá), por exemplo, os insumos para a safra 2021/2022 estão garantidos. Garante o produtor rural Canísio Froelich, que iniciou a semeadura em 22 de setembro e tem a expectativa de manter a média do ciclo anterior, com 62 sacas por hectare.
Um levantamento na região feito pelo próprio agricultor, apontou que o fertilizante teve aumento de 150% na região de 2020 para este ano, ao passo em que a semente teve acréscimo de 65% e os defensivos, alta de 15% a 20%.
“Para fazer uma compra antecipada de insumos, são avaliados dois fatores básicos: o preço futuro da soja e o preço do insumo necessário para a produção do grão. Como neste ano o preço da soja estava acima da média e o do insumo dentro da média, já fizemos a compra para esse plantio”, esclarece.
Segundo a CVale, cooperativa que atende produtores da região Sul e Centro-Oeste, cerca de 80% dos 24 mil cooperados anteciparam a compra de defensivos agrícolas. De março até outubro, foi registrado um aumento de 47% no preço dos insumos.
Economia
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
Galeria de Fotos (3 fotos)
-
Polícia7 dias atrásOperação Pentágono desarticula atuação interestadual e responsabiliza envolvidos no ataque em Confresa
-
Esporte3 dias atrásBotafogo vence Racing na Argentina e assume topo do Grupo E na Sul-Americana
-
Política5 dias atrásComissão aprova sete candidatos ao TCU; votação secreta no plenário ocorre nesta terça-feira
-
Esporte6 dias atrásCuiabá segura empate sem gols fora de casa e adia primeira vitória na Série B
-
Esporte4 dias atrásBrasil goleia Zâmbia por 5 a 1 na Arena Pantanal
-
Agricultura6 dias atrásPeixe BR critica novas regras e alerta para aumento de custos
-
Esporte6 dias atrásCruzeiro vira para cima do Bragantino e sai da lanterna no Brasileirão
-
Cidades7 dias atrásPequenos produtores de VG participam de curso para elevar produtividade e renda


