Preço absurdo
Preço do diesel, gasolina e etanol explodem nos valores na capital
Diesel chegou a R$ 6,39 nos postos de Cuiabá, Já a gasolina bateu R$ 6,19 em alguns postos
Economia
Nesta sexta-feira (24), consumidores se assustaram ao ir em alguns postos de gasolina em Cuiabá abastecer seus veículos, pois o preço do diesel chegou a R$ 6,39 e a gasolina fechou em R$ 6,19 em alguns postos. . Comparado ao preço mínimo registrado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) na semana passada, que foi de R$ 5,82, o aumento foi de 9,79%.
Segundo o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Jr., o aumento é resultado do preço do petróleo no exterior. Além da variação normal de preço, o dólar registrou uma série de altas nas últimas semanas que podem também ter interferido no preço do combustível.
Nesta sexta-feira o preço do etanol atingiu a marca de R$ 4,19, trinta e quatro centavos mais caro do que o valor de R$ 3,85 que era praticado até ontem.
Para o Sindipetróleo, a variação é causada pelo aumento dos preços registrado nas usinas desde outubro do ano passado. Além disso, houve redução no desconto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que é de competência estadual.
O modal rodoviário é o principal meio de transporte de cargas no Brasil e, especialmente em Mato Grosso, é o modo como a produção agropecuária do estado é escoada em direção aos portos, tanto no Norte quanto no Sudeste.
Desse modo, é esperado que a tendência de alta no combustível possa afetar o custo do frete e, em consequência, os valores dos produtos que são transportados pelas rodovias brasileiras.
Economia
Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço
O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).
O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.
A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.
O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.
Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.
Plataforma brasileira
O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.
A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.
Teste de recuperação
O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.
Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.
Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.
Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
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