CGE-MT
Membros do Conselho do Sistema de Controle Interno são empossados pelo CGE/MT
A eleição dos novos conselheiros titulares e suplentes foi realizada no dia 21 de junho de 2021
Economia
A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) empossou, na última semana, os membros eleitos do Conselho do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo de Mato Grosso (CSCI) para o biênio 2021-2023. Na posse, os eleitos manifestaram a disposição e o compromisso de contribuir com estudos, projetos e ideias para as matérias colocadas em pauta.
“Resolvi me candidatar por um pensamento coletivo de contribuir e por um propósito pessoal de me manter motivada no trabalho. Agradeço a recepção de vocês (conselheiros natos e os que encerram o mandato) e a confiança dos colegas que votaram em mim. Pretendo trazer para o CSCI o lado dos auditores que estão fora da gestão, pois penso que eles também têm contribuições valiosas para os debates”, pontuou a auditora Priscila Alves Ferreira, a mais bem votada na eleição.
O secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida, deu boas-vindas aos novos conselheiros e ressaltou que o foco de atuação do colegiado é o controle interno do Poder Executivo de Mato Grosso. “Esperamos ter um mandato frutífero, com discussões institucionais voltadas para frente, para embasar a melhoria da CGE, do controle interno estadual e, consequentemente, da prestação dos serviços à população”, destacou.
A eleição dos novos membros foi realizada no dia 21 de junho de 2021. Os conselheiros titulares eleitos são: Priscila Alves Ferreira, Sônia Regina Lopes e Claudemir Advíncula São Miguel. Já os conselheiros suplentes são: Wander de Oliveira Lima, André Luiz Costa Ferreira e Christian Pizzatto de Moura. Todos são auditores do Estado e foram eleitos por seus pares em votação secreta.
Deliberação e instância superior
Órgão de deliberação e instância superior, o CSCI tem como principal função: aprovar a política e as diretrizes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso
O colegiado foi instalado em junho de 2015, como um desdobramento da Lei Complementar n. 550/2014, que transformou efetivamente a Auditoria Geral do Estado (AGE) em CGE.
Algumas das atribuições específicas do CSCI são: realizar estudos técnicos e aprovar os instrumentos legais relativos às funções de auditoria, controle, correição e ouvidoria; propor, analisar e deliberar acerca de matérias que visem à fixação de orientação técnica aos órgãos estaduais; deliberar, em última instância, sobre divergências de entendimentos técnicos no âmbito da CGE e sobre informações apresentadas pelas secretarias estaduais acerca das pendências indicadas em relatórios de auditoria.
O CSCI é formado por membros natos (o secretário-controlador geral, na atribuição de presidente, e os três secretários-adjuntos) e por outros três auditores titulares e três auditores suplentes escolhidos por seus pares por meio de voto direto e secreto para mandato de dois anos.
Economia
Ministro prevê renegociação de R$ 90 bi em 3ª fase do Desenrola
As instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas a serem renegociadas na primeira etapa do Desenrola 3.0, disse nesta quarta-feira (21) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o edital de chamamento dos bancos e de outras instituições será publicado nesta quinta-feira (21), dando início ao processo de habilitação de bancos e fundos interessados em vender carteiras de crédito à União.

Apesar do volume previsto, o custo máximo estimado para a compra de todo esse montante seria de R$ 9 bilhões, considerando o desconto mínimo de 90% exigido pelo programa.
As instituições terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos que pretendem oferecer. A etapa, no entanto, não é uma convocação para que os consumidores renegociem suas dívidas, mas um procedimento para medir o interesse dos credores e o volume de dívidas por faixas de renda.
“Estamos fazendo uma chamada aos bancos para que eles se organizem e apresentem o exato volume pelas diferentes faixas dos credores. Nessa chamada de interesse vamos permitir que várias faixas de renda sejam apresentadas, mas nosso foco são faixas de renda menores”, afirmou Durigan.
Como funcionará
O chamamento público será destinado a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Para participar da etapa seguinte, os credores deverão apresentar carteiras de dívidas que atendam aos critérios do programa e aceitar as condições mínimas de desconto.
O procedimento será dividido em etapas:
- Chamamento: publicação do edital para manifestação de interesse dos credores;
- Apresentação das carteiras: prazo de cinco dias úteis para informar os débitos elegíveis;
- Definição do leilão: análise do volume apresentado, com separação por faixas de renda;
- Compra das dívidas: realização do leilão, previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro.
Segundo o ministro, o governo pretende estruturar a disputa para favorecer devedores de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs). No entanto, caso o volume de dívidas de baixa renda seja menor que o previsto, o governo poderá comprar mais dívidas de alta renda.
Quanto custará
A estimativa inicial é que os credores apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas. Como o programa exige deságio mínimo de 90%, a União pagaria, no máximo, 10% do valor nominal das carteiras adquiridas.
Na hipótese de compra de todo o montante estimado, o desembolso seria de até R$ 9 bilhões.
“Se, no limite, esses R$ 90 bilhões de dívidas forem ofertados, de partida a gente saberia que no máximo consumiriam R$ 9 bilhões para a gente adquirir tudo”, disse o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
O governo, porém, não necessariamente comprará todas as carteiras apresentadas. A intenção é estabelecer um orçamento para o leilão e estimular a concorrência entre os credores, o que pode resultar em descontos superiores ao mínimo exigido.
“A depender do que a gente receber nessas carteiras que os bancos e as instituições financeiras tenham, a gente pode exigir desconto de 93%, 95% no leilão. E aí, no leilão, a depender de como correr o leilão, eu posso conseguir descontos ainda maiores”, disse Durigan.
Quais dívidas entram
O Desenrola 3.0 foi criado por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro. O programa prevê a compra, pela União, de carteiras de crédito com dívidas antigas para viabilizar a renegociação dos débitos com os consumidores.
Entre as condições previstas estão:
- Dívidas de até R$ 10 mil, considerando o valor original do débito;
- Atrasos entre 720 e 1.645 dias, o equivalente a aproximadamente dois anos e quatro anos e meio;
- Débitos de cartão de crédito, incluindo as modalidades rotativa e parcelada, e de crédito pessoal sem consignação em folha;
- Possibilidade de inclusão de dívidas elegíveis de pessoas físicas e MEIs, conforme as regras do programa.
No lançamento da iniciativa, o governo estimou que o volume total de dívidas elegíveis poderia chegar a R$ 150 bilhões, com desembolso de aproximadamente R$ 15 bilhões. A previsão de R$ 90 bilhões divulgada agora corresponde à expectativa inicial de dívidas que os credores poderão apresentar na primeira chamada.
Como será a renegociação
Após o leilão, as dívidas adquiridas pelo governo poderão ser renegociadas com os devedores, com repasse dos descontos obtidos na compra das carteiras.
O consumidor poderá quitar o débito à vista ou parcelar o pagamento, conforme as condições a serem estabelecidas. No caso do parcelamento, haverá cobrança de juros.
Os prazos, as taxas e as demais condições operacionais ainda dependem de definições do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da regulamentação aplicável.
Neste momento, os consumidores não precisam procurar os bancos para participar da etapa de chamamento. O governo ainda deverá divulgar as regras e os procedimentos para o acesso às renegociações.
Continuidade
Questionado sobre a continuidade do programa independentemente do resultado das eleições presidenciais, Durigan afirmou que a iniciativa tem caráter permanente de política pública.
O ministro também criticou sugestões de congelamento temporário de dívidas de pessoas físicas e empresas, que classificou como “uma espécie de calote generalizado no sistema financeiro”.
Segundo Durigan, o governo pretende manter o Desenrola 3.0 como uma política de Estado para enfrentar o endividamento e facilitar a recuperação do acesso ao crédito.
A próxima etapa será a análise das carteiras apresentadas pelos credores. Somente depois desse levantamento a Fazenda deverá definir o volume de dívidas a ser efetivamente adquirido e as condições do leilão.
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