EMPREGO E RENDA
Mato Grosso registra abertura de mais de 50 mil empresas em 2021
Segundo o Caged, é o Estado brasileiro que gerou mais empregos no acumulado do ano, 231.212
Economia
O Estado de Mato Grosso registrou 50.135 novas empresas de 1º de janeiro a 10 de agosto de 2021, segundo balanço da Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat). O número representa crescimento de 26%, em comparação a 2020, uma vez que, no mesmo período do ano passado foram formalizadas 39.774 empresas.
Em todo o ano passado foram formalizadas 64.630 empresas no Estado.
O impacto desse aumento pode ser percebido pelos dados divulgados no último levantamento do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), pelo Ministério da Economia, em que Mato Grosso se destaca como o estado que mais gerou empregos no acumulado do ano, com 231.212 novas vagas preenchidas.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, a expansão empresarial é resultado das políticas estaduais criadas em favor dos negócios mato-grossenses.
“Estamos abrindo espaço para o crescimento dos negócios em Mato Grosso com a oferta de várias linhas de crédito e incentivos fiscais do governo do Estado a quem deseja empreender, e isso tem se refletido na criação de novas empresas, o que tem fomentado a economia e gerado milhares de empregos. Tanto que fomos destaque nacional como o Estado que mais criou empregos no Brasil no acumulado do ano”, enfatiza.
Desenvolvimento
Os setores que mais abriram novos empreendimentos foram o comércio e serviços com 44.765 empresas, seguido da indústria com 4.182 unidades criadas e a agropecuária com 1.188 estabelecimentos.
Atualmente Mato Grosso possui 405.116 empresas ativas.
Agilidade e crescimento
E o volume de empresas constituídas pode crescer muito mais, segundo o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço de Amorim, que aposta na automatização e simplicidade da plataforma ‘Balcão Único’ para ampliar o número de registros.
“A partir de setembro, por meio do formulário digital do Balcão Único, qualquer cidadão poderá abrir uma empresa de forma simples, automática e em poucos minutos. Tenho certeza que essa facilidade e rapidez fará com que muitos “pretendentes” a empresários se animem. Com a nova metodologia não haverá mais a necessidade de percorrer vários órgãos públicos para formalizar um negócio”, conclui Amorim.
Segundo a Junta Comercial, o tempo médio para abertura de uma empresa no Estado é de 3 horas e 47 minutos.
Economia
Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço
O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).
O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.
A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.
O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.
Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.
Plataforma brasileira
O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.
A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.
Teste de recuperação
O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.
Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.
Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.
Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
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