Economia
Maior risco da reforma tributária é rever acordo político, diz Durigan
Economia
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (2) que o maior desafio para a implementação da reforma tributária no Brasil é a oposição querer revisitar a decisão política, que, segundo ele, foi o mais difícil de se conseguir. 

“Aprovar emenda constitucional, dois projetos de lei complementar, o grande risco é querer revisitar, isso é um erro. O primeiro risco é o político”, disse o ministro na nova edição do projeto Caminhos do Brasil, promovido por O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN no Rio de Janeiro.
Outro ponto de alerta, segundo ele, é que o imposto seletivo já esteja em vigor no próximo ano, quando o imposto sobre produtos industrializados (IPI) deixará de valer. O imposto seletivo é um novo tributo federal criado pela reforma tributária para desestimular o consumo de bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Durigan informou que o governo vai enviar um projeto para o Congresso Nacional para implementar o novo imposto.
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Outro desafio sinalizado pelo ministro é a transição do fim do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo estadual, por ser um processo mais demorado. “Existe uma guerra fiscal muito forte entre os estados”, destacou.
O ICMS será substituído pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – administrados pelos estados e municípios.
Durigan também ressaltou que o governo tem um desafio tecnológico de deixar um sistema organizado e azeitado com estados e municípios por causa do conflito federativo com a guerra fiscal. “O sistema tem que ser mais simples do que é hoje”.
Economia
Embraer tem melhor segundo trimestre desde 2010
A Embraer manteve o ritmo de alta de entregas observado nos últimos três meses. No segundo trimestre de 2026, a empresa entregou 65 aeronaves, 7% acima do mesmo período no ano passado.
O resultado semestral foi mais expressivo. Com 109 aeronaves entregues, ante 91 no primeiro semestre de 2025, a alta chegou a 20%.

Os setores de aviação comercial, com 20 jatos, e de aviação executiva, com 45 aeronaves, foram os responsáveis pelo bom desempenho.
“O desempenho foi favorecido pelo maior número de entregas tanto de jatos de pequeno quanto de médio porte, refletindo a sólida demanda no segmento e sua contínua eficiência operacional”, destacou a empresa, em nota.
Apesar das vendas recentes, o setor de segurança e defesa não teve entregas no segundo semestre deste ano.
Segundo a empresa, está mantida a expectativa de entregar entre 80 e 85 aeronaves para a aviação comercial e entre 160 e 170 aeronaves para a aviação executiva em 2026. Se confirmada expectativa, haverá alta de 6% nas entregas este ano.
O resultado foi acompanhado de alta nas ações da empresa na NYSE, de cerca de 2%, e de 1,5% nas ações negociadas na B3.
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