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Brasil vence Escócia e marca retorno de Neymar 

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A Seleção Brasileira confirmou sua força na Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira, no Hard Rock Stadium, em Miami. Com o resultado, o time comandado por Carlo Ancelotti garantiu a liderança do Grupo C e agora se prepara para o início do mata-mata. A partida foi marcada pelo protagonismo de Vinícius Júnior, autor de dois gols, e pelo aguardado retorno de Neymar aos gramados.

O jogo

O domínio brasileiro começou cedo. Logo aos seis minutos de jogo, Rayan pressionou a saída de bola escocesa e interceptou um passe de Robertson. A sobra ficou com Vinícius Júnior, que driblou o goleiro Gunn e abriu o placar. O Brasil chegou a balançar as redes novamente aos 21 minutos, mas o VAR anulou o lance por falta de Vini Jr. no início da jogada. Antes do intervalo, a pressão brasileira surtiu efeito novamente: aos 48 minutos, Bruno Guimarães cruzou com precisão para Vinícius Júnior cabecear e ampliar a vantagem.

No segundo tempo, a Seleção manteve o ritmo e chegou ao terceiro gol aos 14 minutos. Após lançamento de Casemiro e assistência de Bruno Guimarães, Matheus Cunha finalizou para as redes. Na comemoração, o atacante simulou estar surfando, uma homenagem à Tempestade Brasileira que transformou o surfe mundial. Aos 30 minutos da etapa final, o estádio aplaudiu a entrada de Neymar, que substituiu Matheus Cunha. Recuperado de uma lesão na panturrilha que o afastou por um mês, o camisa 10 teve tempo de criar boas jogadas e exigir uma defesa difícil do goleiro adversário.

Com a vitória, o Brasil encerrou a fase de grupos com sete pontos, seguido por Marrocos, que também avançou com sete pontos na segunda colocação. A Escócia terminou em terceiro, com três pontos, e aguarda a definição das outras chaves para saber se conseguirá uma vaga entre os melhores terceiros colocados. O Haiti se despediu da competição na lanterna, sem pontuar.

O próximo desafio da Seleção Brasileira será na segunda-feira, às 14 horas (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston. O adversário das oitavas de final sairá do Grupo F, com Holanda, Japão e Suécia como possíveis oponentes.

FICHA TÉCNICA
Placar Final Brasil 3 x 0 Escócia
Competição Copa do Mundo (3ª rodada do Grupo C)
Data e Horário 24 de junho de 2026 (quarta-feira), às 19h (de Brasília)
Local Hard Rock Stadium, em Miami (EUA)
Gols (Brasil) Vinicius Júnior (6′ 1ºT, 48′ 1ºT) e Matheus Cunha (15′ 2ºT)
Cartões Amarelos Danilo, Fabinho (Brasil); Christie (Escócia)
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Cesar Ramos (MEX); Assistentes: Alberto Morin e Marco Bisguerra (MEX)
Brasil Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Paquetá (Gabriel Martinelli); Rayan (Endrick), Matheus Cunha (Neymar) e Vinicius Júnior
Escócia Gunn; Patterson (Ralston), McKenna, Hendry e Robertson (Tierney); Lewis Ferguson, McTominay, McGinn (Curtis) e McLean; Gannon-Doak (Christie) e Shankland (Adams)

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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