Economia
Livro sobre a história do bairro Cristo Rei é relançado em biblioteca municipal de Várzea Grande
Economia
A comunidade do Grande Cristo Rei prestigiou, no último dia 20, o relançamento do livro “O Lendário Capão de Negro – A História do Bairro Cristo Rei”, de autoria do professor e ex-secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Odenil Seba. O evento, que integra o calendário comemorativo dos 159 anos de Várzea Grande, foi realizado na Biblioteca Municipal Professora Laurinda Coelho Pereira, no bairro Cristo Rei.
Lançado originalmente em maio de 2024, o livro é resultado de 30 anos de pesquisa sobre o Capão de Negro, área histórica e remanescente de quilombo urbano localizada no bairro Cristo Rei. A região remonta aos séculos XVIII e XIX, período em que escravizados fugitivos buscavam refúgio no grande capão de mata existente no local. Com o passar dos anos e a expansão urbana do município, a área passou por profundas transformações.
Ao longo das três décadas de pesquisa, o professor, historiador, músico e artista plástico Odenil Seba buscou não apenas resgatar a história do bairro, mas também preservar a memória das pessoas que viveram no Cristo Rei.
“Iniciei esse trabalho buscando informações sobre os negros escravizados que no Capão de Negro se refugiaram, fugindo da opressão dos seus senhores. Posteriormente, procurei resgatar histórias individuais de pessoas simples, lavradores que chegaram ao Capão de Negro nas décadas de 1930 e 1940”, declarou o autor.
Segundo Odenil Seba, a obra também aborda a relação entre a presença religiosa dos padres salesianos no seminário construído por Dom Orlando Chaves, no Capão de Negro, e os reflexos dessa atuação junto à população local.
“Por fim, analiso as angústias, os sofrimentos e os novos rumos que a população do Capão de Negro passou a enfrentar após a intervenção do poder público com o loteamento, formando assim o atual bairro Cristo Rei e regiões adjacentes”, explicou.
Para a superintendente de Cultura da SMECEL, Everlucy Arruda, o relançamento da obra representa um importante reconhecimento da memória e da identidade cultural do município.
“Este momento representa muito mais que o relançamento de um livro. É a valorização da educação, da cultura e do conhecimento como ferramentas de transformação social. A parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e os autores locais fortalece exatamente isso: incentivar nossos escritores, preservar nossas raízes e aproximar a comunidade da leitura”, afirmou.
Ela destacou ainda a importância da realização do evento na Biblioteca Laurinda Coelho Pereira.
“Realizar este evento na biblioteca torna tudo ainda mais especial, pois este espaço simboliza o acesso ao saber e à construção cultural do nosso município. Parabenizo o professor Odenil Seba por essa importante contribuição à literatura e à cultura regional. Que este livro alcance muitas pessoas e inspire novas gerações a conhecerem e valorizarem nossa história”, concluiu.
Além de apresentações especiais do Coral Vesper, da Escola Estadual José Leite, o evento contou com a participação de moradores e lideranças locais, entre eles o padre Felisberto, a professora Ilza Santana Costa, filha de Dona Binoca, Maria Rosa de Carvalho e suas filhas, Estanislau Bispo, viúvo de Dona Áurea Brás, e seu filho Uilson Brás, a professora Tacília Soares, do movimento negro de Várzea Grande, Eliseu da Silva Xunxum, Manoel dos Santos, conhecido como “seo Manezinho”, além das freiras missionárias do Bom Jesus, irmã Luceny e irmã Queiróz, que atuaram no Capão de Negro nas décadas de 1960 e 1970, entre outras personalidades.
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China suspende três frigoríficos brasileiros após irregularidades
A China suspendeu temporariamente as exportações de três frigoríficos brasileiros após identificar irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina enviadas ao país.

A medida atinge unidades da JBS, da PrimaFoods e da Frialto e foi confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Foram suspensas a unidade da JBS em Pontes e Lacerda (MT), a planta da PrimaFoods em Araguari (MG) e o frigorífico da Frialto em Matupá (MT). Segundo a Abiec, o embargo tem caráter preventivo e temporário, enquanto as empresas adotam medidas para rastrear a origem das cargas e corrigir os problemas apontados pelas autoridades chinesas.
Irregularidades sanitárias
A Frialto informou que a fiscalização chinesa identificou a presença do hormônio sintético acetato de medroxiprogesterona em uma das cargas exportadas pela empresa.
Após a suspensão, a companhia reduziu em 40% a produção da unidade de Matupá e passou a direcionar parte da carne para outros mercados, como Estados Unidos, México, União Europeia e países árabes e asiáticos.
A empresa também afirmou ter iniciado uma investigação técnica dos lotes envolvidos e disse esperar a retomada das operações antes do início do ciclo de exportações da cota chinesa de 2027. Segundo a Frialto, a suspensão ocorre em um momento em que o Brasil já se aproxima do limite da cota de exportação para 2026, o que naturalmente reduziria os embarques no segundo semestre.
A Abiec afirmou que o Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos do mundo, com monitoramento permanente da cadeia produtiva e fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas questionadas pela China, segundo a entidade, estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários firmados entre os dois países.
O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Embaixada da China no Brasil não se manifestaram.
Liberação
A suspensão acontece na mesma semana em que a China autorizou a retomada das exportações de outras três plantas brasileiras que estavam embargadas desde março de 2025. Na quarta-feira (20), a China reabilitou as unidades da JBS em Mozarlândia (GO), da Frisa em Nanuque (MG) e da Bon-Mart Frigorífico em Presidente Prudente (SP).
Na ocasião, a Abiec comemorou a decisão e afirmou que a retomada reforça a confiança das autoridades chinesas no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne bovina produzida no país. A entidade também destacou a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária nas negociações conduzidas diretamente em Pequim para restabelecer as habilitações.
O Brasil possui mais de 100 frigoríficos habilitados para exportar carne bovina para a China, principal destino internacional do produto brasileiro.
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