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Divulgado calendário de pagamentos dos salários e 13º para 2024; confira as datas

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O Procon de Cuiabá condenou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a pagar multa de R$ 602.780,44 por irregularidade encontradas no jogo entre Brasil e Venezuela, realizado na Arena Pantanal, em 12 de outubro de 2023. A decisão definitiva foi publicada na sexta-feira (12) a condenada tem 30 dias quitar a indenização.

Consta no documento assinado pelo relator Rafick Riyuudi Cruz Hotta e os membros do Procon Luiz Fernando Barbosa e Diego de Oliveira Martins, que a CBF infringiu várias regras do direito do consumidor. Entre elas, a indisponibilidade de ingressos com o benefício da meia-entrada para o jogo, inacessibilidade do passe livre cultural para pessoas com deficiência e os preços atribuídos aos ingressos estavam significativamente mais elevados do que os praticados em eventos similares.

Logo que foi anunciada a partida e liberada a venda dos ingressos, surgiram polêmicas quanto ao preço dos bilhetes, que chegavam a R$ 600, enquanto que em outras capitais a entrada custava entre R$ 200 e R$ 400. Segundo os consumidores, inicialmente, apenas ingressos no setor leste foram disponibilizados, sendo estes mais expostos à incidência solar. Apesar de o jogo ter ocorrido à noite, houve recomendação para que os torcedores chegassem cedo estádio.

A meia-entrada foi disponibilizada após notificação do Procon e ação do Ministério Público Estadual (MPMT).

“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ao infringir os referidos dispositivos legais, não apenas viola uma legislação comum, mas se desqualifica como representante nacional, pois negligencia a realidade concreta dos cidadãos em desrespeito ao ordenamento jurídico brasileiro. Também, lança dúvidas sobre a integridade e o respeito pelos direitos fundamentais que sustentam a sociedade”, diz trecho do documento.

Desde 6 de outubro, quando a reclamação contra a CBF foi aportada no Procon, tramita o procedimento com seguidas notificações à reclamada quanto a relatório de ingressos e planejamento do evento, todos foram encaminhados ao órgão fiscalizador de maneira insatisfatório “além de não apresentar documentação comprobatória, revelou uma argumentação considerada pouco robusta, caracterizada por lacunas e imprecisões gramaticais”.

“Frente às assertivas falsas e enganosas proferidas reiteradamente pela Reclamada, que alegava o suposto esgotamento dos ingressos, não apenas declarando a escassez, mas também impondo restrições ao acesso do consumidor, bem como as alegações de que os procedimentos adotados e a precificação dos valores dos ingressos estavam em plena conformidade com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), tanto perante o público adquirente dos ingressos quanto perante um órgão público respaldado constitucionalmente, evidencia-se a configuração de um delito”, consta na decisão.

Segundo o texto do Procon, a partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo 2026 registrou o sexto maior público da Arena Pantanal desde sua inauguração, com 40.020 pagantes. Vendas totalizaram 12.746.150,00.

“Assim, DECIDE-SE pela aplicação da multa administrativa, aplicada no valor de R$ 602.780,44 cujo recolhimento deverá ser efetuado através de DAM – Documento de Arrecadação Municipal, no prazo de 30 (trinta) dias, com a juntada de comprovante de pagamento nos autos”, decidiram os julgadores do processo.





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Fazenda estuda Fundo Garantidor para dívidas rurais

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A equipe econômica estuda a criação de um Fundo Garantidor para o agronegócio diante do aumento das perdas provocadas por eventos climáticos extremos e da escalada do endividamento rural.

A proposta foi confirmada nesta quarta-feira, 20, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com senadores, deputados e representantes de movimentos agrícolas para discutir o projeto de renegociação das dívidas do setor.

“A gente já sinaliza que a gente vai trabalhar nisso. A ideia é que nos próximos dias a gente tenha um texto final”, afirmou Durigan em coletiva no Ministério da Fazenda.

Segundo ele, o modelo em discussão deverá contar com participação do governo federal, dos bancos e também dos produtores rurais, em menor escala.

Novo mecanismo

O fundo faz parte de um pacote mais amplo de medidas voltadas ao financiamento e à renegociação das dívidas do agronegócio. Segundo Durigan, o fundo funcionaria nos moldes do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre parcialmente prejuízos de investidores vítimas de quebra de instituições financeiras.

Esse fundo, informou o ministro, teria recursos do governo, das instituições financeiras e dos próprios agricultores.

A presença de recursos públicos seria uma diferença em relação ao FGC, que tem aportes apenas das instituições financeiras.

Carência e prazo maiores

O principal ponto do projeto é a criação de uma linha especial de crédito para renegociar passivos rurais utilizando recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outros fundos supervisionados pela Fazenda.

O texto prevê condições diferenciadas para os produtores, com prazo de até dez anos para pagamento das dívidas e carência de dois anos para início da quitação. Segundo Durigan, houve acordo com os senadores sobre esses pontos.

“O debate agora é sobre os melhores critérios de enquadramento. Um dos critérios da Fazenda é que seja identificada perda real por parte do agricultor”, disse o ministro.

Originalmente, o governo pretendia dar carência de um ano para o início do pagamento das dívidas e conceder prazo de até seis anos de pagamento das parcelas após a renegociação. De acordo com Durigan, a Fazenda concordou em ceder nesses dois pontos após a reunião desta quarta-feira.

Critérios e acesso

A equipe econômica quer limitar o acesso aos programas de renegociação a produtores efetivamente afetados por perdas climáticas ou crises econômicas. A intenção é evitar que o benefício seja utilizado de forma indiscriminada.

O relator do projeto no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu a necessidade de construir uma solução estrutural para o endividamento do setor rural. Segundo ele, os problemas enfrentados pelos produtores deixaram de ser pontuais.

“O endividamento rural hoje é uma questão estrutural da economia agrícola brasileira. Precisamos preservar a produção, o abastecimento e os empregos do setor”, afirmou o senador após a reunião.

Pressão climática

O avanço da proposta ocorre em meio ao aumento das perdas provocadas por secas prolongadas, enchentes e oscilações climáticas severas que afetaram diferentes regiões produtoras nos últimos anos.

Nos debates no Senado, parlamentares ligados à bancada ruralista argumentaram que as sucessivas quebras de safra agravaram as dificuldades de pagamento das operações de crédito rural contratadas anteriormente.

O novo fundo garantidor é tratado como uma tentativa de criar um mecanismo permanente de proteção financeira para o setor diante da intensificação dos riscos climáticos.

Impacto bilionário

Apesar do apoio político da bancada ruralista, a proposta enfrenta resistência dentro da equipe econômica por causa do impacto fiscal potencial.

Estimativas discutidas no Congresso apontam que o volume de dívidas rurais envolvidas pode chegar a cerca de R$ 180 bilhões. Os recursos inicialmente previstos incluem até R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal, além de outras fontes públicas de financiamento.

A votação do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado foi adiada após pedido do Ministério da Fazenda por mais tempo de negociação sobre pontos considerados sensíveis no texto.

Após a reunião desta quarta, Calheiros e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também participou das renegociações, disseram que os cálculos do impacto fiscal serão refeitos.



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