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Desemprego cai pelo 4º mês seguido, mas País ainda tem 13,1 milhões sem trabalho

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carteira de trabalho

De acordo com o IBGE, a informalidade no País avançou no trimestre encerrado em agosto; neste período, foram criados 1,374 milhão de postos de trabalho, 70% deles sem carteira assinada

Da Redação

 

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,6% no trimestre encerrado em agosto deste ano, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado de agosto representa a quarta queda mensal seguida da taxa de desemprego no País. 

O País ganhou 1,374 milhão de postos de trabalho em um trimestre, ao mesmo tempo em que o total de desempregados diminuiu em 658 mil pessoas. No entanto, a população sem trabalho ainda soma 13,113 milhões de pessoas em todo o País. 

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.105 no trimestre encerrado em agosto. O resultado representa alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 186,7 bilhões no trimestre até agosto, alta de 2,7% ante igual período do ano anterior.

Informalidade avança.  O mercado de trabalho no País perdeu 765 mil vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 2,2% no trimestre até agosto ante o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Pnad. 

Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 5,4%, com 552 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 6,8% ante o trimestre até agosto de 2016, com 267 mil pessoas a mais.

O trabalho por conta própria cresceu 2,8% no período, com 612 mil pessoas a mais nessa condição. A condição de trabalhador familiar auxiliar aumentou 8,1%, com 170 mil ocupados a mais. O setor público gerou 99 mil vagas, um aumento de 0,9% na ocupação.

Houve redução de 11 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 0,2% de ocupados a menos nessa função.

Emprego por setor.  A indústria criou 227 mil postos de trabalho em apenas um trimestre, o equivalente a um aumento de 1,9% no total de ocupados no setor. Os dados são da Pnad Contínua, divulgados hoje pelo IBGE. 

No trimestre encerrado em agosto, o total de ocupados no País cresceu 1,5% em relação ao trimestre terminado em maio, com a criação de 1,374 milhão de vagas.

Outros setores que contrataram no período foram a construção, com 191 mil postos de trabalho a mais; comércio, com 178 mil funcionários a mais; transporte, armazenagem e correio, com mais 115 mil; alojamento e alimentação, mais 80 mil; administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde, mais 414 mil novas contratações; informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 92 mil a mais; e outros serviços, com a geração de 132 mil novos postos.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, ressaltou que a geração de vagas na indústria mostra um processo de continuidade na recuperação do setor, enquanto que a melhora na construção surpreende positivamente após várias perdas consecutivas.

“A construção dá um primeiro respiro positivo. Essa recuperação, se confirmada no fechamento do terceiro trimestre, é algo realmente positivo, porque está ligada à estabilidade, à confiança que as pessoas têm de investir na construção”, avaliou Azeredo.

As atividades que demitiram no trimestre encerrado em agosto foram agricultura (-42 mil) e serviços domésticos (-11 mil).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Broadcast / O Estadão

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Consumidores podem renegociar dívidas bancárias até 31 de agosto

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Programa de renegociação de dívidas de consumidores, o Desenrola Brasil 2.0 será prorrogado até 31 de agosto, anunciou nesta terça-feira (28) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o ministro, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dará mais um mês para que consumidores renegociem dívidas bancárias e regularizem a situação de crédito.

Durigan ressaltou que a extensão do programa será formalizada por ato do Ministério da Fazenda, que deve ser publicado até sexta-feira (31). As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, conforme o ministro, a medida não exigirá novos aportes públicos.

“Nós vamos prorrogar o programa Desenrola até o fim da vigência da medida provisória, que acontece no dia 31 de agosto.”

Mais tempo

Segundo Durigan, o prazo adicional permitirá que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, a regularização das pendências bancárias facilita o acesso ao crédito.

Entre os beneficiados, destacou Durigan, estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.

“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tentando acessar os programas de moto, de carro, possam resolver eventuais pendências nos bancos, usando o Desenrola, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto”, explicou.

Sem custo

O ministro afirmou que a prorrogação não terá impacto nas contas públicas, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista.

“Isso não demandará novos aportes ao FGO [Fundo de Garantia de Operações], então não há custo adicional do ponto de vista fiscal”, declarou.

Segundo Durigan, as condições de funcionamento do programa também permanecem as mesmas.



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