CÂMARA DE CUIABÁ
Cuiabanco: Juca do Guaraná recebe projeto de lei
O Cuiabanco é executado pela Secretaria de Agricultura Trabalho e Desenvolvimento Econômico, em parceria com Secretaria de Fazenda e instituições financeira
Economia
O presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), recebeu ontem do secretário de Governo do município, Luis Claudio de Castro Sodré, e do secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, o projeto de lei para reformulação do Fundo Municipal de Geração de Emprego e Renda (FUMGER). Segundo o gestor do Legislativo, “essa é mais uma iniciativa importante desenvolvida pela atual gestão para implementar maior solidez na economia municipal”. Juca ainda afirmou que o Cuiabanco terá toda a atenção do Parlamento, igualmente imbuído em instituir e apoiar ações que contribuam para alavancar a economia de Cuiabá.
A estruturação do Cuiabanco é a quarta ação do programa Pra Frente Cuiabá, que leva linhas de crédito sem cobrança de juros e com suporte técnico a operação financeira de microempreendedores da capital de Mato Grosso. O Cuiabanco é executado pela Secretaria de Agricultura Trabalho e Desenvolvimento Econômico, em parceria com Secretaria de Fazenda e instituições financeira, como Sicredi e Caixa Econômica Federal e recebe a consultoria do Sebrae.
“Este é um projeto muito importante, porque trata da recuperação econômica da nossa cidade, do setor do comércio, do empresário que sofreu nos primeiros meses de pandemia com o lockdown e que agora vai ter a oportunidade de se recuperar”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.
O secretário de Governo, Luis Claudio de Castro Sodré, pediu celeridade na aprovação do projeto levando em consideração as tantas pessoas afetadas pela pandemia. “Contamos com a aprovação dos senhores por este projeto o mais breve possível. Faz parte do programa Pra Frente Cuiabá e vai fomentar o setor econômico da cidade, dando acesso ao crédito e a qualificação de pessoas para inserção ao mercado de trabalho”, disse o secretário de Governo.
A missão do Cuiabanco é ofertar ao empreendedor financiamento com subsídio do juros por parte do Município nos casos em que o pagamento esteja em dia, com público alvo prioritário sendo jovens, mulheres, pessoas com deficiência, trabalhadores autônomos, artesãos, associações de produtores, empresas de pequeno porte e cooperativas.
“A legislação por meio do fundo vai permitir que possamos implementar uma série de políticas públicas voltadas para geração de emprego e renda dentro do município. Além de atender ao Cuiabanco, vai atender também ao Sine da Gente e ao Conselho Municipal do Trabalho, Emprego e Renda. Por isso a importância da participação da Câmara Municipal, a importância dos vereadores terem ciência de todo processo, e por isso, a nossa visita, a pedido do prefeito Emanuel Pinheiro”, disse o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo.
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Economia
Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço
O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).
O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.
A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.
O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.
Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.
Plataforma brasileira
O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.
A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.
Teste de recuperação
O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.
Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.
Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.
Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
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