Economia
Clientes em débito com a Sabesp têm até dia 31 para pagar com desconto
Economia
Clientes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) têm até 31 de março para regularizar débitos com descontos que incidem também sobre o valor principal da conta. A ação faz parte da campanha Acertando Suas Contas com a Sabesp, que tem como objetivo priorizar a manutenção do acesso aos serviços de saneamento. 

Os clientes podem obter descontos de até 80% sobre o valor principal, além do abatimento de 100% de juros e multas. O pagamento pode ser feito via Pix ou parcelado em até 24 vezes no cartão de crédito. Para clientes com tarifa social ou em situação de vulnerabilidade, o parcelamento chega a 36 vezes no boleto.
A renegociação segue disponível nos 48 postos presenciais, pelo telefone 0800 055 0195 e pelo WhatsApp (11) 3388-8000.
Há também a unidade móvel que percorre diversos municípios em parceria com as prefeituras, oferecendo atendimento presencial sem necessidade de agendamento. O cronograma semanal da Van Bora pode ser acompanhado nos canais oficiais da Sabesp e das prefeituras.
A iniciativa busca atender prioritariamente quem possui dificuldade de locomoção ou prefere o suporte técnico presencial para entender as opções de parcelamento.
Segundo a Sabesp, a iniciativa já beneficiou 40 mil clientes, viabilizando cerca de R$ 35 milhões em descontos e apresentando uma redução média de 56% no valor total das dívidas negociadas.
De acordo com o diretor de Clientes e Tecnologia da Sabesp, Denis Maia, o foco é respeitar o bolso do cliente e garantir a continuidade de um serviço que é essencial, oferecendo também conveniência e facilidade para acessar o serviço.
“Nosso objetivo é remover barreiras, garantindo que o cliente escolha a forma mais fácil de ficar em dia, seja conversando com nossa equipe no bairro ou usando nossos canais digitais”, ressaltou.
Economia
Segurança alimentar exige esforço coletivo e articulação
Produtores da agricultura familiar e líderes de cozinhas solidárias comemoram o Dia Mundial da Alimentação, nesta sexta-feira (16), com a certeza de que é possível manter o Brasil fora do Mapa da Fome por meio do esforço coletivo.

Isso foi possível graças ao trabalho de pessoas como dona Maria do Cerrado, liderança comunitária à frente da Cozinha Solidária Cantinho da Vovó, em Brasília, que alimenta mais de 800 pessoas em situação de vulnerabilidade.
Três vezes por semana, dona Maria e outros 37 voluntários se revezam na separação, no armazenamento e no preparo dos alimentos, na arrumação das mesas e na recepção daqueles que chegam em busca não só de alimento, mas também de acolhimento.
Dona Maria diz que muitos problemas familiares e até mesmo casos de violência são solucionados em volta da mesa.
“É o momento em que a gente se aproxima para conversar aqui dentro desse espaço que alimenta, onde a gente cultua o alimento como sagrado, como cura. Por isso, é feito com muito zelo”, diz.
O lugar também entrega 200 cestas básicas às famílias mais vulneráveis cadastradas. Tudo isso só foi possível depois que a Cozinha Solidária Cantinho da Vovó passou a receber frutas, verduras, legumes e hortaliças diretamente de produtores como Hosana Alves do Nascimento.
Filha de agricultores familiares, ela conseguiu transformar uma área urbana em São Sebastião, cidade-satélite do Distrito Federal, em um sistema agroflorestal que produz culturas de curto prazo, como hortaliças, verduras e raízes, junto com árvores frutíferas e oleaginosas.
“Como é uma área pequena, então a gente otimizou para dar muita coisa. A nossa produção é considerada agroecológica, porque não usa veneno”, diz.
A articulação entre a produtora e a cozinha que oferece o alimento final ocorreu por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário que compra os alimentos e os fornece às cozinhas solidárias. Estas, por sua vez, integram outra política pública, do Ministério do Desenvolvimento Social, voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.
Segundo Lilian Rahal, secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, a criação desse elo entre diferentes pessoas permite que o alimento chegue a quem precisa.
“Essa parceria faz com que nós consigamos entregar comida de verdade, alimentos produzidos pela agricultura familiar, alimentos saudáveis, em regiões onde nem sempre o Estado consegue estar presente por meio da sua institucionalidade”, diz.
Além de garantir alimentos saudáveis, a articulação entre diferentes atores sociais também permite oferecer uma maior variedade de alimentos a quem precisa.
Hosana, que sempre conheceu diferentes alimentos por causa de sua experiência com o cultivo, nem imaginava que muitas pessoas não tinham acesso sequer aos mais comuns.
“Em uma das entregas, um menininho perguntou à mãe: ‘Nós vamos comer melancia?’ Aquilo me doeu por dentro, de a criança não ter acesso a uma simples melancia”, conta a produtora.
A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, lembra que esse trabalho de enfrentamento à insegurança alimentar começou quando o Brasil ainda estava no Mapa da Fome e partiu da própria sociedade civil, “que se organizou durante a pandemia e criou esses espaços da cozinha solidária”.
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