Economia
Clientes em débito com a Sabesp têm até dia 31 para pagar com desconto
Economia
Clientes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) têm até 31 de março para regularizar débitos com descontos que incidem também sobre o valor principal da conta. A ação faz parte da campanha Acertando Suas Contas com a Sabesp, que tem como objetivo priorizar a manutenção do acesso aos serviços de saneamento. 

Os clientes podem obter descontos de até 80% sobre o valor principal, além do abatimento de 100% de juros e multas. O pagamento pode ser feito via Pix ou parcelado em até 24 vezes no cartão de crédito. Para clientes com tarifa social ou em situação de vulnerabilidade, o parcelamento chega a 36 vezes no boleto.
A renegociação segue disponível nos 48 postos presenciais, pelo telefone 0800 055 0195 e pelo WhatsApp (11) 3388-8000.
Há também a unidade móvel que percorre diversos municípios em parceria com as prefeituras, oferecendo atendimento presencial sem necessidade de agendamento. O cronograma semanal da Van Bora pode ser acompanhado nos canais oficiais da Sabesp e das prefeituras.
A iniciativa busca atender prioritariamente quem possui dificuldade de locomoção ou prefere o suporte técnico presencial para entender as opções de parcelamento.
Segundo a Sabesp, a iniciativa já beneficiou 40 mil clientes, viabilizando cerca de R$ 35 milhões em descontos e apresentando uma redução média de 56% no valor total das dívidas negociadas.
De acordo com o diretor de Clientes e Tecnologia da Sabesp, Denis Maia, o foco é respeitar o bolso do cliente e garantir a continuidade de um serviço que é essencial, oferecendo também conveniência e facilidade para acessar o serviço.
“Nosso objetivo é remover barreiras, garantindo que o cliente escolha a forma mais fácil de ficar em dia, seja conversando com nossa equipe no bairro ou usando nossos canais digitais”, ressaltou.
Economia
Orçamento de 2027 limita reajuste real de servidores públicos
A estimativa de déficit primário em R$ 52 bilhões em 2026 fez o governo federal propor, em 2027, um gatilho para o crescimento das despesas com servidores públicos. Os pagamentos não poderão crescer 0,6% acima da inflação.

A medida consta do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
Instituído pelo Artigo 6 do arcabouço fiscal, o mecanismo é acionado quando o governo registra déficit primário, resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública. Como houve resultado negativo em 2025 e há previsão de novo déficit em 2026, a limitação deverá valer para 2027.
O gatilho só poderá deixar de ser aplicado quando as contas públicas voltarem a registrar superávit primário.
Limite aos salários
Pela regra, enquanto houver déficit primário até 2030, as despesas com pessoal não poderão crescer mais de 0,6% ao ano acima da inflação. O limite abrange gastos com servidores ativos, aposentados e pensionistas, mas não abrange o pagamento com sentenças judiciais, nas quais estão incluídas os precatórios.
Na prática, a regra impede que o governo conceda, em 2027, reajustes que representem ganho real para o funcionalismo federal, caso as contas permaneçam no vermelho.
Como funciona
O déficit primário ocorre quando as receitas do governo ficam abaixo das despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Já o superávit primário acontece quando as receitas superam as despesas, também sem levar em conta os juros.
O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece que o crescimento das despesas deve corresponder a até 70% da alta das receitas, respeitado o limite de 2,5% ao ano acima da inflação.
No fim de 2024, o Congresso aprovou novas regras para reforçar o controle das contas públicas. Entre elas está a restrição a incentivos e benefícios tributários em caso de déficit primário, além do limite para o crescimento das despesas com pessoal.
Acordo com categorias
A restrição ocorre após o governo ter firmado, em 2024, acordos salariais com a maior parte dos servidores do Executivo federal. As negociações contemplaram reajustes para 2025 e 2026 e reestruturações de carreiras.
Na época, o governo informou que os acordos alcançavam 98,2% dos servidores federais. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que as negociações garantiriam a reposição da inflação durante o mandato, além de ganho real para as categorias.
Com a nova limitação fiscal, porém, o espaço para novos aumentos acima da inflação em 2027 fica reduzido enquanto o governo permanecer em situação de déficit primário.
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