COLÍDER

Circuito Empreendedor reúne gestores e pequenos empreendedores,

Durante todo o dia foram efetuadas oficinas voltadas para futuros empreendedores, microempreendedores individuais e empresários

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Economia

Foto Sedec MT

“Foi muito importante saber como apoiar e proporcionar acesso do pequeno produtor à comercialização de seus produtos”, resumiu o secretário de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo de Marcelândia, Lincoln Nadal, ao concluir a oficina sobre o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte (Susaf-MT), realizada durante a quinta edição do projeto Circuito Empreendedor, em Colíder. O evento realizado no campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) reuniu centenas de gestores e pequenos empreendedores, nesta quinta-feira (12-08).

O projeto conduzido pela Secretaria Adjunta de Desenvolvimento do Ecossistema Empreendedor, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) visa criar e incrementar os pequenos negócios em Mato Grosso. Durante todo o dia foram efetuadas diversas oficinas voltadas para futuros empreendedores, microempreendedores individuais e empresários dos 11 municípios que formam o consórcio Portal da Amazônia.

Dentre as oficinas transmitidas aos participantes do Circuito estão compras governamentais, cadeias produtivas, como capital de giro e fluxo de caixa, procedimentos necessários para formalizar uma empresa, as linhas de crédito disponíveis para os pequenos empreendedores, entre outros.

O Programa Pensando Grande Para os Pequenos, do qual faz parte o Circuito Empreendedor leva capacitação e informação para os pequenos negócios de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda. “Essa é uma forma de oferecer ao empreendedor que quer abrir um negócio condições financeiras e nós como representantes do governo estadual, o apoiamos por meio das linhas de crédito. O dinheiro é importante para um negócio, mas obter conhecimento é essencial para a gestão de um empreendimento, para a manutenção de uma empresa”, define.

Conforme o secretário adjunto de Desenvolvimento do Ecossistema Empreendedor, Celso Banazeski, o evento foi um sucesso e todas as demandas identificadas serão sanadas. “No circuito trazemos orientações, o que gera expectativas e vamos atender a cada demanda criada aqui. O aprendizado que os pequenos empresários vieram buscar hoje junto com as atitudes que terão a partir de agora, em relação a seus negócios, resultarão em sucesso. E eles podem contar conosco, mesmo após o evento estamos prontos para dar o suporte que precisam para alcançarem o êxito”, conclui.

Foto Sedec

Proteção

Ao longo do evento todos os protocolos de biossegurança foram seguidos. Na recepção do Circuito foram realizadas as medições de temperatura corporal, disponibilizado álcool gel para assepsia das mãos e obrigatório o uso de máscaras de proteção. O distanciamento social também foi respeitado conforme estipulado em legislação sanitária.

Continuidade

A próxima edição do Circuito Empreendedor irá ocorrer no dia 26 de agosto, no Vale do Arinos, no município de Juara.

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Portaria convoca instituições financeiras para 3ª fase do Desenrola

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As instituições financeiras terão cinco dias úteis para a informar ao governo as dívidas que pretendem oferecer para renegociação na primeira etapa do Desenrola 3.0. O Diário Oficial da União publicou, em edição extraordinária, a portaria com o edital de chamamento.

A terceira versão do Desenrola prevê a compra de dívidas pelo governo. Na quarta-feira (21), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou em R$ 90 bilhões o volume de dívidas antigas que podem ser apresentadas nesse edital, que dá início ao processo de habilitação de bancos e fundos interessados em vender carteiras de crédito à União.

Apesar do volume previsto, o custo máximo estimado para a compra de todo esse montante seria de R$ 9 bilhões, considerando o desconto mínimo de 90% exigido pelo programa.

As instituições terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos que pretendem oferecer. A etapa, no entanto, não é uma convocação para que os consumidores renegociem suas dívidas, mas um procedimento para medir o interesse dos credores e o volume de dívidas por faixas de renda.

Como funcionará

O chamamento público será destinado a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Para participar da etapa seguinte, os credores deverão apresentar carteiras de dívidas que atendam aos critérios do programa e aceitar as condições mínimas de desconto.

O procedimento será dividido em etapas:

  • Chamamento: publicação do edital para manifestação de interesse dos credores;
  • Apresentação das carteiras: prazo de cinco dias úteis para informar os débitos elegíveis;
  • Definição do leilão: análise do volume apresentado, com separação por faixas de renda;
  • Compra das dívidas: realização do leilão, previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro.

Segundo o ministro, o governo pretende estruturar a disputa para favorecer devedores de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs). No entanto, caso o volume de dívidas de baixa renda seja menor que o previsto, o governo poderá comprar mais dívidas de alta renda.

Custos

A estimativa inicial é que os credores apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas. Como o programa exige deságio mínimo de 90%, a União pagaria, no máximo, 10% do valor nominal das carteiras adquiridas.

Na hipótese de compra de todo o montante estimado, o desembolso seria de até R$ 9 bilhões.

O governo, porém, não necessariamente comprará todas as carteiras apresentadas. A intenção é estabelecer um orçamento para o leilão e estimular a concorrência entre os credores, o que pode resultar em descontos superiores ao mínimo exigido.

A depender do que o governo receber nas carteiras dos bancos e das instituições financeiras, o governo pode pedir desconto de 93% a 95% no leilão.

Quais dívidas entram

O Desenrola 3.0 foi criado por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro. O programa prevê a compra, pela União, de carteiras de crédito com dívidas antigas para viabilizar a renegociação dos débitos com os consumidores.

Entre as condições previstas estão:

  • Dívidas de até R$ 10 mil, considerando o valor original do débito;
  • Atrasos entre 720 e 1.645 dias, o equivalente a aproximadamente dois anos e quatro anos e meio;
  • Débitos de cartão de crédito, incluindo as modalidades rotativa e parcelada, e de crédito pessoal sem consignação em folha;
  • Possibilidade de inclusão de dívidas elegíveis de pessoas físicas e MEIs, conforme as regras do programa.

No lançamento da iniciativa, o governo estimou que o volume total de dívidas elegíveis poderia chegar a R$ 150 bilhões, com desembolso de aproximadamente R$ 15 bilhões. A previsão de R$ 90 bilhões divulgada agora corresponde à expectativa inicial de dívidas que os credores poderão apresentar na primeira chamada.

Renegociação

Após o leilão, as dívidas adquiridas pelo governo poderão ser renegociadas com os devedores, com repasse dos descontos obtidos na compra das carteiras.

O consumidor poderá quitar o débito à vista ou parcelar o pagamento, conforme as condições a serem estabelecidas. No caso do parcelamento, haverá cobrança de juros.

Os prazos, as taxas e as demais condições operacionais ainda dependem de definições do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da regulamentação aplicável.

Neste momento, os consumidores não precisam procurar os bancos para participar da etapa de chamamento. O governo ainda deverá divulgar as regras e os procedimentos para o acesso às renegociações.



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