Economia
A 5 horas do fim do prazo, 900 mil não enviaram declaração do IR
Economia
A 5 horas do fim do prazo, cerca de 900 mil pessoas ainda não acertaram as contas com o Leão. Até as 19h06 desta sexta-feira (29), a Receita Federal recebeu 43.138.106 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025).

O número equivale a 98% do total de declarações previstas para este ano. Este ano, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo.
Segundo a Receita Federal, 56,6% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 23% terão que pagar Imposto de Renda e 20,4% não têm imposto a pagar nem a receber.
A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (78,2%), mas 15,6% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 6,2% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.
Um total de 59,7% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 54,7% dos envios.
O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s desta sexta-feira.
O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.
Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.
As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.
Economia
Bolsa tem pior mês desde 2023, e dólar sobe 1,82% em maio
A bolsa de valores B3 fechou maio com queda acumulada de 7,22%, no pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023. O dólar comercial avançou 1,82% no mês e voltou a encerrar acima de R$ 5, em meio à saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira e à mudança no fluxo global de capital.

Nesta sexta-feira (29), o Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,73%, aos 173.787,49 pontos. A moeda estadunidense subiu R$ 0,011 (0,24%), cotada a R$ 5,0453.
A bolsa brasileira acumulou a sétima semana consecutiva de perdas, em uma sequência iniciada após o Ibovespa renovar recordes históricos em abril. Desde então, o índice caiu da faixa de 187 mil pontos para a casa dos 173 mil pontos. O indicador reduziu o ganho acumulado no ano para 7,86%.
Durante o pregão desta sexta-feira, o Ibovespa chegou à mínima de 172.686,36 pontos, menor nível desde janeiro, pressionado principalmente por ações ligadas a commodities (bens primários com cotação internacional) e bancos.
A correção da bolsa ocorre em meio à reversão do fluxo internacional que vinha favorecendo mercados emergentes nos últimos meses. Parte dos recursos voltou a ser direcionada para ações de tecnologia nos Estados Unidos e em países asiáticos, como Coreia do Sul e Taiwan, reduzindo a atratividade relativa do mercado brasileiro.
Na bolsa de Nova York, os principais índices renovaram máximas históricas. O Nasdaq acumulou alta de 8,36% em maio, enquanto o S&P 500 avançou 5,15% no período.
Pressão cambial
No câmbio, o dólar encerrou maio com alta de 1,82%, após ter recuado 4,36% em abril. A valorização da moeda estadunidense refletiu a saída líquida de capital estrangeiro da bolsa brasileira, estimada em R$ 14,1 bilhões no mês até o dia 27.
Pela manhã, o dólar chegou à máxima de R$ 5,07, mas perdeu força ao longo do dia. Além do fluxo externo, o mercado reagiu à percepção de juros elevados por mais tempo no Brasil e nos Estados Unidos.
A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, resultado acima das expectativas e que reforçou dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes da Selic.
Investidores também acompanharam desdobramentos políticos e geopolíticos, incluindo a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Petróleo despenca
Os preços do petróleo fecharam em forte queda no mês diante da expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã que possa reduzir tensões no Oriente Médio e normalizar o fluxo no Estreito de Ormuz.
O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, caiu 17,4% em maio e encerrou esta sexta-feira cotado a US$ 91,12 por barril. O WTI, dos Estados Unidos, acumulou baixa de 16,8% no mês, fechando a US$ 87,36.
A commodity chegou a operar abaixo de US$ 90 durante o pregão após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma possível decisão de acordo com o Irã. A perspectiva de redução dos riscos de oferta pressionou para baixo as cotações internacionais do petróleo, afetando ações da Petrobras e do setor de energia na bolsa brasileira.
* Com informações da Reuters
-
Cidades5 dias atrásCasos de dengue e chikungunya apresentam queda expressiva em Cuiabá, aponta boletim epidemiológico
-
Polícia6 dias atrásPolícia Civil prende homem que agrediu companheira na frente de filha em Reserva do Cabaçal
-
Política7 dias atrásCorregedoria lança cadastro virtual no Dia Nacional da Adoção
-
Polícia6 dias atrásPolícia Civil prende homem condenado por violência doméstica em Arenápolis
-
Polícia5 dias atrásPolícia Militar prende dupla suspeita por tráfico de drogas em Cuiabá
-
Cidades5 dias atrásSecretaria de Saúde recebe equipamentos do Rotary para reforçar pré-natal nas UBSs
-
Polícia5 dias atrásPolícia Militar reforça patrulhamento na região Sudeste de MT e aumenta apreensão de drogas
-
Esporte5 dias atrásCorinthians vence o Atlético-MG com gol no fim e ganha fôlego na tabela


