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Sintep Municipal é recebido pelo secretário de Educação para tratar de demandas da categoria

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O secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira, recebeu a diretoria do Sintep de Cuiabá na Secretaria Municipal de Educação. A abertura do diálogo promoveu a discussão de assuntos pertinentes à categoria, além do esclarecimento sobre ações em andamento para a melhoria do ensino na Capital, tanto na formação dos docentes quanto na infraestrutura das unidades escolares, que refletem diretamente na qualidade do ensino oferecido aos estudantes.

A licença-prêmio dos profissionais da educação foi um dos temas centrais da reunião, devido a algumas suspensões temporárias. O secretário Reginaldo demonstrou sensibilidade à situação e afirmou, juntamente com sua equipe, que os casos estão sendo analisados individualmente para evitar o desfalque de professores nas salas de aula, tendo em vista que nem sempre é possível encontrar substitutos. De junho a novembro, estão agendados para usufruir da licença-prêmio 653 profissionais, dos quais 103 são readaptados.

“Recebemos algumas reclamações pontuais sobre o assunto, mas a equipe está disponível para analisar cada caso e liberar as licenças-prêmio. Alguns fazem a solicitação e depois decidem adiar sem comunicar a Secretaria. Outros não se programaram para viajar e podem esperar um pouco mais. Enfim, o setor entrará em contato individualmente, porque temos custos com as substituições e vamos fazendo os ajustes”, explicou Reginaldo.

Outro tema tratado foi a elevação de nível dos profissionais que já concluíram o estágio probatório ou que obtiveram qualificação além da formação pedagógica. No caso dos técnicos, o levantamento do quadro funcional deve ser finalizado em agosto e prevê quase 500 profissionais aptos à elevação de nível.

Segundo o secretário, o processo de elevação de categoria deveria ocorrer de forma natural, mediante a apresentação do certificado ou diploma de conclusão das qualificações ao setor de Recursos Humanos (RH).

Nesse quesito, os cursos stricto sensu são validados e aceitos praticamente com a apresentação do documento comprobatório. Já os cursos lato sensu têm os diplomas avaliados com cautela para averiguar a procedência.

“Minha determinação é para que processos, independentemente do assunto, não fiquem parados. Como podem observar, na minha mesa nada fica parado. Podem vir amanhã, depois, e verão. E peço o mesmo da minha equipe: que agilize os encaminhamentos. Se não conseguir resolver, que encaminhe para o setor responsável, mas não deixe parar o andamento da solução. E, se for preciso dizer que não dá para resolver no momento, que assim seja feito, mas que a resposta seja dada. Isso gera confiança e respeito de ambas as partes”, frisou Reginaldo.

Outros assuntos também foram apresentados como forma de compartilhar com o secretário os anseios dos profissionais da educação do município de Cuiabá.

Para a presidente do Sintep, Marivone Pereira, a reunião foi produtiva e voltada principalmente para a socialização das demandas. “Eu considero muito importante o que tratamos hoje com o secretário Reginaldo, especialmente sobre a questão das licenças-prêmio. As unidades receberam um ofício da Secretaria Municipal de Educação informando a suspensão das licenças previstas para o restante do ano. Trouxemos essa demanda ao secretário e tivemos a promessa de que a situação será reavaliada em até uma semana. Então, considero a reunião positiva. Apresentamos alguns temas para conhecimento e cobramos essa demanda da licença-prêmio, que é um direito dos profissionais da educação”, destacou Marivone.

Segundo o secretário, o diálogo sempre gera resultados positivos e o Sintep pode contribuir com sugestões, além de atuar como porta-voz da gestão junto à comunidade escolar.

Também participaram da reunião o secretário da Rede Municipal do Sintep, Duarte Pinto de Miranda Júnior, e o secretário dos técnicos, Edmilson Ervando Oliveira da Silva. Pela SME, estiveram presentes o secretário adjunto de Infraestrutura, Mateus Silva Alves, além da equipe técnica e do secretário Reginaldo Teixeira.

ESTRUTURA FÍSICA

Na oportunidade, o secretário esclareceu dúvidas sobre as melhorias nas unidades escolares e sobre os repasses realizados bimestralmente para a execução de pequenos reparos. Neste mês, foram destinados mais de R$ 2,5 milhões às 172 unidades da rede municipal de educação para atender demandas emergenciais.

Ele também destacou que conhece a realidade das escolas, tendo visitado pessoalmente as unidades e constatado que todas necessitam de melhorias. Algumas demandam reformas completas, o que implica providenciar espaços provisórios para abrigar os estudantes até a conclusão das obras. Outras necessitam apenas de intervenções de menor porte. Além disso, três escolas estão em construção e devem ser entregues no segundo semestre.

“Minha visão desde que assumi a Educação é melhorar as unidades. Precisamos buscar recursos externos para ampliar as manutenções. Enquanto não tivermos isso, vamos realizando os serviços com os recursos da Prefeitura de Cuiabá, priorizando as unidades que apresentam riscos estruturais, como problemas de telhado, e questões de insalubridade, como banheiros e caixas d’água”, pontuou.

Para o secretário da Rede Municipal do Sintep, Duarte Pinto de Miranda Júnior, preservar o ambiente de ensino sem prejudicar os alunos representa um grande avanço. “Já tivemos casos de iniciarem uma obra e depois não concluírem, prejudicando ainda mais o ambiente escolar. Trouxemos essa preocupação para que não se repita, como já aconteceu no passado”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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