Cidades
Prefeitura mobiliza servidores e reforça ações de saúde mental em Cuiabá
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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu nesta quinta-feira (10) uma grande mobilização em prol da conscientização e da valorização da saúde mental. A data marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e integra as ações do Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção do suicídio e à promoção do cuidado com a saúde mental.
Como forma de demonstrar apoio à causa, servidores da Secretaria Municipal de Saúde se mobilizaram e vestiram amarelo nesta quinta-feira. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a importância de falar sobre saúde mental, fortalecer a rede de apoio e incentivar a população a procurar ajuda sempre que necessário.
A mobilização também reforça o trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá para ampliar e qualificar a assistência em saúde mental na Capital. Desde janeiro de 2025, a Rede Municipal de Saúde Mental vem passando por um processo de fortalecimento, com investimentos em estrutura, modernização dos serviços, capacitação das equipes e ampliação do acesso da população.
Entre janeiro de 2025 e abril de 2026, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) municipais registraram 29.758 atendimentos. No mesmo período, 2.724 novos usuários passaram a ser acompanhados pela Rede Municipal de Saúde Mental.
Entre os avanços está a entrega de novas estruturas para unidades estratégicas. Em maio deste ano, a Prefeitura inaugurou o CAPS Adolescer Maria José da Silva Rado, referência no atendimento de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico. Em junho, foi entregue a estrutura revitalizada do CAPS II CPA IV Dr. Júlio Strubing Müller Neto, ampliando a assistência para moradores da região Norte de Cuiabá.
Outra importante medida foi a criação de seis leitos exclusivos para pacientes psiquiátricos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A estrutura, inédita em um hospital geral do município e aguardada há cerca de 20 anos, funciona como retaguarda para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em situações de crise.
Os seis leitos são divididos igualmente entre homens e mulheres e recebem pacientes regulados, encaminhados por meio do SAMU, Corpo de Bombeiros ou CIOSP. Antes da internação, o paciente em crise passa por avaliação e estabilização clínica em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com suporte da equipe de saúde mental.
A Atenção Primária também exerce papel fundamental nesse cuidado. As Unidades de Saúde da Família (USFs) são uma das principais portas de entrada da população para os serviços de saúde mental, permitindo acolhimento, avaliação, acompanhamento médico e de enfermagem, atividades coletivas e articulação com outros pontos da rede.
As equipes multiprofissionais da Atenção Primária (eMulti), que contam com profissionais como psicólogos e assistentes sociais, também auxiliam no acompanhamento de atividades situações mais complexas e na construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS).
Quando há necessidade de atendimento especializado, o usuário pode ser acompanhado pelos CAPS, que oferecem atendimento multiprofissional, atividades individuais e em grupo, oficinas terapêuticas, apoio aos familiares e assistência em situações de crise.
A Prefeitura também está na fase final de implantação do CAPS III Verdão, com previsão de entrega para novembro de 2026. A unidade recebe aproximadamente R$ 4 milhões em investimentos e terá funcionamento 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados.
A nova estrutura terá capacidade para aproximadamente 2.400 atendimentos por mês e contará com espaço para acompanhamento intensivo e permanência de usuários que, conforme avaliação da equipe multiprofissional, necessitem de repouso ou observação durante a noite.
A obra havia sido paralisada em 2024 e foi retomada pela atual gestão. Enquanto o novo CAPS III não entra em funcionamento, os usuários continuam sendo atendidos normalmente no CAPS II Verdão, que atualmente possui 312 pacientes ativos.
Para a secretária interina de Saúde, Loicy Cunha, os investimentos demonstram que a saúde mental é uma prioridade para a gestão e que a conscientização precisa caminhar junto com a ampliação dos serviços.
“Hoje, no Setembro Amarelo, nosso principal objetivo é lembrar que falar sobre saúde mental é falar sobre cuidado e sobre vida. Ao mesmo tempo em que mobilizamos nossos servidores para chamar atenção para essa causa, estamos fortalecendo a rede para garantir que a população tenha onde buscar acolhimento e atendimento. A ampliação dos CAPS, a implantação do CAPS III Verdão e os novos leitos psiquiátricos no HMC são exemplos concretos desse compromisso”, afirmou Loicy.
A secretária também reforçou a importância de procurar ajuda diante de situações de sofrimento emocional.
“Não é preciso enfrentar uma situação de sofrimento sozinho. A rede municipal está preparada para acolher, avaliar e acompanhar os usuários. Nossa orientação é que a pessoa procure a Unidade de Saúde da Família de referência ou um serviço da rede quando perceber que precisa de ajuda”, destacou.
Em situações de crise ou risco imediato, como tentativa de suicídio, a orientação é procurar uma UPA ou outro serviço de urgência ou acionar o SAMU pelo telefone 192.
A mobilização desta quinta-feira integra as ações do Setembro Amarelo e reforça a mensagem de que a prevenção depende também da informação, da escuta e do acesso ao cuidado. Ao vestir amarelo, os servidores da Secretaria Municipal de Saúde se unem à campanha e ajudam a levar à população a mensagem de valorização da vida e de atenção à saúde mental.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Gasto com pessoal deixa Cuiabá a R$ 11 milhões do limite prudencial
A Prefeitura de Cuiabá se aproximou do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para despesas com pessoal. O gasto acumulado nos últimos 12 meses chegou a R$ 2,141 bilhões, o equivalente a 51,03% da Receita Corrente Líquida (RCL) ajustada). Com isso, o município ficou a apenas 0,27 ponto percentual do limite prudencial, fixado em 51,30%.
Os números constam no Relatório de Gestão Fiscal referente ao segundo quadrimestre de 2026, publicado pela própria Prefeitura na Gazeta Municipal. O limite de alerta previsto na legislação é de 48,60%, enquanto o teto máximo para a despesa com pessoal do Executivo municipal é de 54% da RCL.
Na prática, a margem financeira até o limite prudencial é de aproximadamente R$ 11,5 milhões. O cenário reduz o espaço para a administração municipal ampliar despesas permanentes com pessoal e exige atenção à evolução da folha nos próximos meses.
A situação ganha relevância porque a Prefeitura mantém uma folha salarial expressiva. Somente em agosto, a administração municipal informou que desembolsaria R$ 148,8 milhões em valores brutos para o pagamento dos servidores, incluindo salários, benefícios, férias, horas extras e outras verbas.
A LRF estabelece restrições quando a despesa com pessoal ultrapassa o limite prudencial. Entre as medidas previstas estão vedações à concessão de vantagens, aumentos, reajustes ou adequações de remuneração, ressalvadas as hipóteses previstas na própria legislação, além de restrições para criação de cargos e novas admissões.
A própria Lei de Diretrizes Orçamentárias de Cuiabá para 2026 determina que as despesas com pessoal sejam planejadas de modo a respeitar os limites estabelecidos pela legislação fiscal. O texto municipal também prevê restrições quando a despesa ultrapassa 57% da RCL, correspondente a 95% do limite máximo de 60% considerado para o município.
O avanço do gasto ocorre ainda em meio a novas necessidades de contratação na estrutura municipal. Na Educação, por exemplo, a Prefeitura abriu neste mês processo seletivo para 1.520 profissionais temporários que deverão atuar na rede municipal durante o ano letivo de 2027. A medida foi justificada pela necessidade de substituir servidores afastados e atender demandas temporárias da rede.
O cenário, portanto, coloca a gestão do prefeito Abilio Brunini diante do desafio de manter os serviços públicos e a folha em dia sem comprometer os limites fiscais. Caso a despesa continue avançando e ultrapasse o limite prudencial, a Prefeitura terá de observar as restrições previstas na LRF e adotar medidas para controlar o crescimento dos gastos.
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