Cidades
Prefeitura e ALMT se unem para buscar solução para famílias ameaçadas de despejo
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A atuação conjunta do prefeito Abilio Brunini e do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, marcou a mediação do conflito envolvendo moradores do Residencial Villas das Minas e dos condomínios Lavras do Sul I e II, em Cuiabá. A mobilização ocorreu diante da ameaça de despejo que atingia centenas de famílias em um impasse jurídico que se arrasta há décadas.
Durante encontro com os moradores, o prefeito Abilio Brunini adotou um tom de cautela e orientação, pedindo tranquilidade diante da situação. Ele reforçou que não haveria ações abruptas e que todas as medidas seriam conduzidas dentro da legalidade. “O que joga contra vocês é o pânico. Ninguém vai arrancar vocês de uma hora para outra. Tudo será feito dentro da lei, com os instrumentos legais que temos”, afirmou.
O prefeito também destacou que a Procuradoria do Município estava mobilizada para atuar no caso, com medidas judiciais e pedido de urgência para tentar suspender a ordem de despejo, além de alertar os moradores sobre possíveis oportunistas oferecendo soluções irregulares.
A articulação institucional teve resultado direto. Após atuação do deputado Max Russi e do prefeito junto à Corregedoria-Geral da Justiça, foi recomendada nesta sexta-feira (17) a suspensão do despejo de 656 famílias dos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, localizados na região do Porto. A medida foi encaminhada pelo desembargador José Luiz Leite Lindote ao juiz da 1ª Vara Cível de Cuiabá, responsável pelo caso.
A decisão determina o envio do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias e orienta a suspensão de qualquer medida de desocupação coletiva até análise técnica detalhada. O encaminhamento segue diretrizes do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, que preveem tratamento humanizado em situações de grande impacto social.
Max Russi destacou o alívio imediato para os moradores e a importância da resposta institucional. “Saiu a decisão que tanto queríamos. Entramos com a nossa procuradoria e o pedido foi acolhido. Isso traz tranquilidade para as famílias que estavam angustiadas”, afirmou.
Com a recomendação, o caso passará por avaliação socioeconômica das famílias, articulação com órgãos públicos e busca por alternativas à desocupação. A expectativa é de que, com a atuação conjunta entre Prefeitura e Assembleia Legislativa, o impasse avance para uma solução conciliatória, evitando a retirada em massa e reduzindo os impactos sociais em Cuiabá.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cidades
Juína lança plano para combater violência contra a mulher
O Município de Juína lançou oficialmente o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher 2026-2035, atendendo à recomendação expedida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca. O ato de entrega do documento foi realizado nesta quinta-feira (03), às 15h, na Casa da Cultura.A iniciativa é um dos objetivos do projeto Gaia e representa um importante avanço na estruturação das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres no município. A medida também atende à determinação da Lei Federal nº 14.899/2024, que estabeleceu a obrigatoriedade de elaboração e implementação de planos de metas para o enfrentamento da violência contra a mulher pelos municípios brasileiros.Em março deste ano, o promotor de Justiça Rodrigo da Silva, titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Juína, expediu recomendação para que a Prefeitura Municipal elaborasse e publicasse o plano municipal. O documento também estabelecia a necessidade de comunicação ao Ministério Público sobre as providências adotadas.Para o promotor de Justiça, a implementação do plano fortalece a rede de proteção e cria mecanismos permanentes para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica.“O plano municipal representa um instrumento fundamental de planejamento e governança das políticas públicas voltadas às mulheres. Mais do que cumprir uma exigência legal, a sua implementação demonstra o compromisso das instituições com a proteção das mulheres e com a construção de uma rede integrada de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores”, destacou Rodrigo da Silva.Construído de forma coletiva, o plano contou com a participação de representantes do sistema de Justiça, segurança pública, assistência social, saúde, educação e sociedade civil organizada. A equipe de elaboração reuniu profissionais de diversos órgãos e instituições, incluindo a Promotoria de Justiça, Defensoria Pública, Patrulha Maria da Penha, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Organismo de Políticas para as Mulheres (OPM), secretarias municipais e demais integrantes da rede de enfrentamento.Com vigência até 2035, o documento estabelece ações estratégicas distribuídas em cinco eixos: prevenção, educação e mudança cultural; atenção integral à saúde das mulheres; proteção, assistência e acolhimento social; segurança pública, investigação e justiça; e governança. Entre as metas previstas estão a criação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, a ampliação de campanhas educativas, a qualificação permanente dos profissionais da rede de proteção e a implementação de mecanismos de monitoramento das políticas públicas voltadas às mulheres.O plano também prevê a integração das ações ao Plano Plurianual, à Lei de Diretrizes Orçamentárias e à Lei Orçamentária Anual, garantindo recursos e continuidade às políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.De acordo com o diagnóstico que integra o documento, a violência doméstica continua sendo um dos principais desafios para a garantia dos direitos das mulheres. O plano busca fortalecer a articulação entre o Poder Executivo, o sistema de Justiça, as forças de segurança e a sociedade civil para reduzir os índices de violência, ampliar o acesso à proteção e promover uma cultura de respeito e igualdade.A implementação do plano será acompanhada por um comitê gestor formado por representantes de diversos órgãos da rede de enfrentamento, com monitoramento anual das metas e indicadores estabelecidos para os próximos dez anos.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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