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Prefeitura de Cuiabá orienta população sobre prevenção ao caramujo africano
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Com a intensificação das chuvas em março, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta a população sobre o aumento da presença do caracol-gigante-africano (Lissachatina fulica), espécie invasora popularmente conhecida como caramujo africano. A alta umidade favorece a reprodução do molusco, que encontra nas chuvas condições ideais para sair de seus esconderijos, se alimentar e se multiplicar.
Embora o risco de transmissão de doenças seja considerado baixo no Brasil, a Secretaria de Saúde reforça que a população deve adotar cuidados ao encontrar o animal, pois ele pode atuar como hospedeiro de parasitas capazes de causar doenças em humanos.
Entre as enfermidades associadas ao caramujo africano estão a meningite eosinofílica, causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis, e a angiostrongilíase abdominal, provocada pelo Angiostrongylus costaricensis. A transmissão pode ocorrer de forma acidental, principalmente pela ingestão de muco do animal presente em hortaliças mal higienizadas ou pelo manuseio do molusco sem proteção. Por isso, a orientação é nunca tocar diretamente no animal nem ingerir o caramujo.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a população do caramujo africano tende a crescer no período chuvoso, pois os ovos depositados no solo precisam de umidade para eclodir. Em períodos de estiagem, esses ovos podem permanecer enterrados em estado de dormência por até seis meses, aguardando condições favoráveis para se desenvolverem, o que explica o surgimento repentino de grandes quantidades de caramujos após as primeiras chuvas.
Outro alerta importante é sobre o uso de sal diretamente no solo para eliminar os animais. A prática, bastante difundida, não é recomendada pelos especialistas, pois provoca a salinização do solo, prejudicando gramados, plantas e microrganismos essenciais para o equilíbrio do ambiente. Além disso, não resolve o problema de forma eficaz, já que os ovos permanecem no solo.
Para o controle do caramujo africano, a recomendação é realizar a catação manual dos animais, sempre utilizando luvas descartáveis ou sacos plásticos nas mãos. A coleta deve ser feita preferencialmente no início da manhã ou ao entardecer, períodos em que os moluscos costumam estar mais ativos. Também é importante não esmagar os caramujos com os pés, para evitar a dispersão de ovos.
Após a coleta, os animais devem ser colocados em um recipiente fechado com solução de água e sal, na proporção de cinco colheres de sopa para cada litro de água, por cerca de três horas. Em seguida, as conchas devem ser quebradas antes do descarte no lixo comum, evitando que acumulem água e se tornem criadouros do mosquito Aedes aegypti.
A Secretaria Municipal de Saúde também orienta a população a redobrar os cuidados com a higienização de alimentos. Hortaliças, frutas e legumes devem ser lavados em água corrente e deixados de molho por 15 a 30 minutos em solução com uma colher de sopa de água sanitária (com 2% a 2,5% de cloro ativo) para cada litro de água, seguindo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após esse processo, os alimentos devem ser enxaguados novamente em água corrente.
Outra medida fundamental para evitar a proliferação do caramujo africano é manter quintais, terrenos e áreas externas limpos, sem acúmulo de lixo, entulhos ou excesso de matéria orgânica no solo, locais que favorecem o abrigo e a reprodução do molusco.
Caso a população identifique imóveis abandonados, terrenos com vegetação alta ou locais com grande quantidade de caramujos, a orientação é registrar denúncia junto à Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP), por meio do sistema oficial disponível no site da prefeitura.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o controle do caramujo africano depende da participação de toda a comunidade. A adoção de medidas simples de limpeza e prevenção é fundamental para reduzir a presença da espécie e proteger a saúde da população.
Em caso de dúvidas, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pode ser acionado pelo telefone (65) 3318-6059 ou pelo e-mail [email protected].
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Programa Alfabetiza reúne gestores escolares em formação para fortalecer a aprendizagem em Várzea Grande
Diretores escolares e coordenadores pedagógicos das redes municipal e estadual de ensino participam, nesta sexta-feira (21), de mais uma etapa da formação do Programa Alfabetiza, realizada no Centro Cultural da Orla Alameda, em Várzea Grande. A atividade reúne gestores das escolas municipais que atendem estudantes até o 5º ano e, na rede estadual, profissionais das unidades que também trabalham com essa etapa de ensino.
A formação é voltada ao fortalecimento da gestão pedagógica e ao acompanhamento dos indicadores de alfabetização. De acordo com a coordenadora municipal do Programa Alfabetiza, Joana Ângela da Silva, o processo formativo possui carga horária de 64 horas, sendo 32 horas presenciais e outras 32 horas realizadas por meio de plataforma digital.
“É uma formação para gestores, com uma carga horária de 64 horas, sendo 32 horas presenciais e 32 horas na plataforma. Nós começamos esse trabalho em abril e estamos dando continuidade agora, no módulo dois, trabalhando com os diretores pela manhã e, à tarde, com os coordenadores pedagógicos das mesmas unidades escolares”, explicou Joana.
Durante o encontro, os profissionais analisam resultados de avaliações externas e indicadores relacionados ao processo de alfabetização. Entre os dados trabalhados estão a avaliação somativa de 2025, a avaliação diagnóstica realizada neste ano, os resultados de fluência leitora e os simulados preparatórios para o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
A formação também prepara os gestores para as próximas avaliações. “A gente trabalha com os indicadores da alfabetização e todas as avaliações externas que eles já fizeram. Agora também estamos preparando para a nossa avaliação somativa, que será realizada em outubro e novembro”, destacou a coordenadora.
Além da análise dos resultados, a programação aborda temas diretamente ligados ao cotidiano das escolas, como o Projeto Político-Pedagógico (PPP), metodologias de avaliação e planejamento estratégico. Os participantes também desenvolvem uma oficina para a elaboração de planos de ação pedagógicos a partir dos conteúdos discutidos durante a formação.
Segundo Joana, o Programa Alfabetiza trabalha com quatro módulos, desenvolvidos de forma contínua ao longo do ano. “A gente trabalha praticamente um encontro por mês, com temas diferentes. São quatro módulos e cada módulo tem encontros. Já trabalhamos o módulo um e agora estamos no primeiro encontro do módulo dois. Ainda teremos outros encontros e mais dois módulos pela frente”, explicou.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda de Figueiredo, investir na formação dos gestores significa fortalecer toda a rede de ensino, já que diretores e coordenadores têm papel fundamental na organização das estratégias pedagógicas.
“A formação continuada é uma ferramenta essencial para que nossas equipes estejam preparadas para acompanhar os resultados, identificar os desafios e transformar os dados das avaliações em ações concretas dentro das escolas. Quando fortalecemos os gestores, fortalecemos também o trabalho dos professores e, principalmente, garantimos melhores condições para que nossos alunos avancem na aprendizagem e na alfabetização”, afirmou.
A programação do Programa Alfabetiza tem participação obrigatória dos gestores escolares e segue ao longo do ano, com novos encontros e conteúdos previstos para os módulos seguintes. A proposta é garantir o acompanhamento permanente do processo de alfabetização e apoiar as unidades escolares na construção de estratégias capazes de melhorar o desempenho dos estudantes.
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Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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