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Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica
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Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.
De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.
ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.
Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.
ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.
O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.
Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.
SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.
CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.
Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.
“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.
A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.
“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.
ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.
No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.
A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.
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Capacitação fortalece equipes do Programa Siminina em todas as regionais de Cuiabá
Mais de 80 colaboradoras do Programa Siminina participam, nesta semana, de uma capacitação promovida pela Prefeitura de Cuiabá. O treinamento reúne monitoras, cozinheiras, auxiliares de serviços gerais, profissionais das equipes administrativa e técnica das unidades das regiões Norte, Sul, Leste e Oeste.
As atividades seguiram até sexta-feira (10), com turmas organizadas por regional, reunindo entre 30 e 40 participantes por dia, além da equipe técnica do programa.
De acordo com a coordenadora do Programa Siminina, Ivete Carneiro, a capacitação busca fortalecer tanto os conhecimentos técnicos quanto o desenvolvimento humano das colaboradoras. A programação conta com palestrantes e profissionais especializados em áreas como psicologia, assistência social, pedagogia, nutrição, recursos humanos e segurança no trabalho.
“Esta capacitação fortalece o nosso propósito e o compromisso com cada menina atendida pelo Siminina. Quando a equipe está preparada e unida, garantimos um atendimento de mais qualidade e ampliamos as oportunidades para transformar vidas com responsabilidade, dedicação e excelência”, explicou Ivete.
A programação também inclui momentos de integração entre as colaboradoras, dinâmicas e sorteio de brindes. A capacitação é marcada ainda por uma palestra ministrada pela psicanalista e policial Juliana Martinez, que aborda o tema “Escuta com amor, acolhe com empatia e transforma com propósito”. Durante o encontro, Martinez destacou valores como fé, gratidão, humildade, força, resiliência e sabedoria, incentivando as participantes a reconhecer suas qualidades, fortalecer a autoestima e ampliar a capacidade de acolher as meninas e também umas às outras.
A nutricionista da Secretaria Municipal de Assistência Social, Poliana Eustáquio, também integra a programação, orientando as equipes responsáveis pela alimentação sobre boas práticas na manipulação de alimentos, garantindo qualidade e segurança alimentar.
Para a monitora Suzannah Coelho, da unidade Siminina localizada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) CPA, a capacitação representa um importante instrumento de aperfeiçoamento profissional e acolhimento. “Todos os dias oferecemos um pouco de nós para as meninas. Agregamos valores sociais e emocionais, e essa capacitação nos dá um alicerce para formar cidadãs e também nos fortalece como profissionais. Trabalhamos com meninas em situação de vulnerabilidade, e nosso papel é acolher, orientar e ajudar no desenvolvimento delas”, afirmou.
A auxiliar de serviços gerais Deglaine Januária, da unidade Três Barras, destacou que o cuidado com o ambiente também faz parte do acolhimento oferecido às participantes do programa. “Nossa equipe é unida, e todos trabalham para oferecer o melhor para elas.”
Vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, o Programa Siminina tem como madrinha a primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris. Atualmente, a iniciativa atende 1.402 meninas, com idades entre 6 e 14 anos, em 18 unidades distribuídas pela capital.
Além das atividades recreativas e culturais, o programa oferece aulas de canto, balé, instrumentos musicais, oficinas de matemática, práticas esportivas, rodas de conversa, palestras, passeios culturais e apresentações, contribuindo para o desenvolvimento social, educacional e emocional das participantes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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