Cidades
Governador confirma repasse de R$ 5 milhões para restruturação do Pronto-Socorro
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No mês passado, os recursos haviam sido anunciados por Mauro Mendes durante visita ao hospital Metropolitano. Na reunião de trabalho desta manhã, cifras foram formalizadas ao Município
O município de Várzea Grande vai receber do governo do Estado de Mato Grosso recursos na ordem de R$ 5 milhões para serem investidos na melhoria da saúde pública. A prefeita Flávia Moretti (PL), juntamente com a secretária de Saúde, Deisi Bocalon, receberam a garantia desse repasse nesta sexta-feira (15), durante reunião de trabalho com o governador Mauro Mendes, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Trata-se de um aporte emergencial para restruturação do Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande (PSHMVG) anunciado no dia 18 de janeiro, pelo próprio governador, durante uma visita ao Hospital Metropolitano, que fica em Várzea Grande.
A prefeita Flávia Moretti disse que o governador se mostrou sensível à realidade de Várzea Grande, inclusive em relação ao DAE. Mendes sugeriu ajuda do Corpo de Bombeiros para que os mergulhadores da instituição possam ajudar na limpeza dos equipamentos de captação. “Na questão da saúde ele já bateu o martelo na ajuda para colocar mais equipamentos no Pronto Socorro”, destacou.
A secretária de Saúde, Deisi Bocalon, comemorou a conquista. “Estivemos hoje com o governador Mauro Mendes e o secretário Gilberto saímos de lá com notícias muito boas para Várzea Grande, onde nós teremos exames de alta complexidade, cirurgias e todas realizadas pelo ‘Fila Zero’. Estamos buscando recursos e investimentos e ele reforçou o aporte financeiro de R$ 5 milhões para poder reestruturar o Pronto Socorro de Várzea Grande. Nós vamos equipar e melhorar a qualidade de assistência prestada no local”.
ABASTECIMENTO – Flávia Moretti disse ainda que no caminhar, a sua gestão tem conseguido diversas parcerias e apoio institucionais. “Cada passo é um passo e assim como na Saúde, o DAE também terá sua acolhida”, completou.
O governador Mauro Mendes se mostrou preocupado com os ‘boicotes’ ocorridos em Várzea Grande, no sistema de tratamento de água, e isso é muito grave. “Já liguei para a nossa delegada da Polícia Civil e vou cobrar do nosso secretário de segurança que ajude nas investigações e que priorize. Nós precisamos saber quem está sabotando o sistema de água e complicando a vida da população”.
OS RECURSOS – Mauro Mendes disse que os recursos de R$ 5 milhões serão para colocar equipamentos e materiais para o setor que estava precário. “O secretário Gilberto Figueiredo esteve lá com a secretária Deisi e viu as necessidades. O governo do Estado vai estar lá ajudando, aquele é um dos maiores hospitais de portas abertas da Baixada Cuiabana”.
Mauro Mendes disse ainda que a prefeita Flávia Moretti está imbuída em fazer um bom trabalho. “E o governo de Mato Grosso, e na medida do possível, estará cumprindo com as obrigações e ajudando também os municípios a cumprirem com as suas obrigações. E conte com o nosso apoio”, completou.
Cidades
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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