Cidades
Entre cultura, música e tradição, festa dos 307 anos traduziu o orgulho de ser cuiabano
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Quem não participou da festa de 307 anos de Cuiabá perdeu mais do que um evento comemorativo, pois deixou de vivenciar uma experiência marcada pela diversidade de ritmos, cores e expressões culturais que tomaram conta do Parque das Águas, nos quatro dias de programação, de 7 a 10 de abril. A celebração, promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e pela Prefeitura de Cuiabá, com coordenação da Secretaria Municipal de Cultura, agradou pessoas de todas as idades, famílias e quem estava “turistando” pela capital. Além dos shows e das opções gastronômicas, a segurança e a estrutura foram destaques do evento, considerado à altura da grandeza de Cuiabá e do que o povo merece.
“Estou gostando muito, principalmente porque estou observando que reúne jovens, adultos, pessoas de mais idade e famílias. E isso é muito importante nos dias atuais. Sou de Uberlândia (MG), estou a passeio em Cuiabá e gosto de opções de lazer. Lá na minha cidade tem algumas opções, mas não como esta e como as que já vi aqui em Cuiabá. Vim nesta noite do lambadão e tive a grata alegria, porque é muito gostoso”, relatou Maricelma Sarapy Davantel.
Ela também conheceu o Museu do Rio, em Cuiabá, e ficou encantada com a variedade de peixes. Afirmou que, em Uberlândia, não há opções semelhantes e que pretende voltar ao Museu do Rio, no Porto. “Hoje vou aproveitar a festa aqui no Parque das Águas, que está fantástica, uma coisa de cada vez”, pontuou.
Elizabeth Courassa e o irmão, Mario Sérgio Courassa, com a esposa, Francisca Luzia Courassa, acompanhavam a turista e estavam igualmente satisfeitos com as atrações regionais. “Maravilhoso! Maravilhoso!”, exclamou Elizabeth.
“Eu vim também em outros dias da programação, que está excelente, totalmente diferente de todos os anos. É algo que faz você ficar feliz e se orgulhar, porque isso é Cuiabá, e Cuiabá merece sempre eventos como este, muito bem estruturado e acolhedor, que reflete o calor humano. Parabéns à administração e ao prefeito Abilio Brunini por essa iniciativa”, disse Mario.
Para os participantes, festa é isso: alegria, comida, diversão e muita música.
Leidiane Almeida de Medeiros, moradora do bairro Planalto, em Cuiabá, só pôde ir no último dia da programação. “Esse foi o dia que tive para aproveitar. Eu gosto de música e fiquei sabendo da variedade de shows gratuitos que havia na programação. E vi que tem bastante comida, né? Tem comida, tem atração, eu gosto disso. Esse aniversário de Cuiabá foi um evento que conseguiu agregar um pouco de tudo e permitir curtir bastante coisa”, pontuou.
O marido de Leidiane, Wesley Ribeiro de Lima, também disse que gostou. “Cuiabano que gosta do rasqueado gosta de brincar, gosta de curtir, né? O evento está ótimo. E o mais importante: nesses dias todos de programação, não houve nenhuma briga, não houve nada. Então, é uma confraternização gostosa. Não teve nenhuma ocorrência, nenhum problema até agora, está tudo muito bom”, afirmou.
Seu Luiz Nicolau Kunzler, morador do residencial Santa Inês, é um típico observador que aprecia bons lugares. Compareceu sozinho ao último dia do evento, na sexta-feira (10), do jeito que ele gosta. “Eu aproveito, estou fazendo turismo aqui em Cuiabá”, brincou, antes de prosseguir. “Eu sempre venho caminhar aqui no Parque das Águas, onde, nestes dias, tem sido o palco das festividades alusivas ao aniversário de Cuiabá. E, por sinal, está muito bom. Eu convido as pessoas para que sempre venham a esses eventos, porque é muito importante. O visual aqui é muito bonito. Nós temos uma lagoa bonita, um povo maravilhoso, um lugar que nos proporciona segurança, e isso é muito importante. E tem convívio familiar”, frisou.
Para o secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, a sensação é de dever cumprido. “Quem esteve presente na celebração dos 307 anos de Cuiabá pôde sentir, de perto, a força da nossa identidade cultural. Preparamos uma programação pensada para valorizar a diversidade de ritmos e expressões que representam o nosso povo, e o resultado foi um evento acolhedor, seguro e que ficará na memória. Mais do que uma festa, foi uma experiência que reforça o orgulho de ser cuiabano e mostra que a cultura é um dos nossos maiores patrimônios”, afirmou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Vistoria técnica busca prevenir desabamentos no Centro Histórico de Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) realizaram, nesta quinta-feira (15), uma vistoria técnica no Centro Histórico da capital para avaliar as condições de conservação de casarões e outras edificações antigas. A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, com o objetivo de identificar situações de risco e definir medidas para evitar desabamentos e preservar o patrimônio histórico.
A visita foi realizada a partir de levantamentos anteriores feitos por técnicos municipais, que identificaram imóveis com sinais de degradação, falta de manutenção e necessidade de escoramento. Com a presença de representantes do IPHAN, as equipes percorreram as edificações para verificar as condições estruturais e reunir informações que subsidiarão a definição de medidas emergenciais de conservação.
De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, o município já havia produzido um relatório técnico sobre a situação de diversos imóveis do Centro Histórico, encaminhado aos órgãos responsáveis para avaliação conjunta.
“Essas casas estão sofrendo com a falta de manutenção. Muitas estão abandonadas e, com a ação do sol e da chuva ao longo do tempo, os materiais vão se deteriorando. Algumas já estão escoradas e outras também vão precisar desse suporte. Para resolver essa questão, será necessária uma reforma geral, para evitar que essas edificações desabem e se percam”, destacou.
O diretor técnico do Patrimônio Histórico de Cuiabá, Josino Bisneto de Moura, da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, ressaltou a importância da vistoria para identificar as intervenções necessárias, principalmente durante o período chuvoso. Segundo ele, algumas edificações apresentam condições preocupantes, inclusive imóveis que pertencem ao município.
“Fizemos uma série de vistorias e levantamentos junto com a Defesa Civil Municipal e constatamos situações que estão próximas do colapso em algumas edificações. A partir desse trabalho, queremos levantar as condições necessárias para prevenir esses problemas”, afirmou Josino.
Para os imóveis sob responsabilidade da Prefeitura, estudos e projetos para serviços de escoramento e manutenção já estão prontos. A medida busca reduzir os riscos e proteger as estruturas durante o período de chuvas.
Conservação e capacitação técnica
Além da avaliação dos imóveis em situação mais crítica, a atuação do IPHAN também busca fortalecer as ações de preservação do patrimônio histórico. A proposta inclui capacitações técnicas para engenheiros e arquitetos, com foco na padronização de projetos e na orientação de proprietários e comerciantes sobre as diretrizes adequadas de conservação dentro do polígono tombado.
O coordenador-geral de Conservação do IPHAN e gestor do programa Conviver, Paulo Farsetti, explicou que o instituto desenvolve iniciativas voltadas à recuperação de imóveis históricos e ao apoio a famílias de baixa renda que não têm condições de arcar com os custos de conservação.
“Temos uma frente de trabalho dedicada a moradores e proprietários de imóveis tombados nos centros históricos brasileiros que não têm renda suficiente para fazer a conservação. São os chamados canteiros-modelos de conservação, que permitem recuperar essas edificações, capacitar estudantes de arquitetura e engenharia e envolver a comunidade na valorização desse patrimônio”, explicou Farsetti.
Em Cuiabá, o trabalho é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e envolve técnicas tradicionais de construção, como o uso de terra crua e madeira. A iniciativa contribui para a formação de novos profissionais e incentiva a participação dos moradores na preservação dos imóveis históricos.
A vistoria conjunta representa mais uma etapa no levantamento das condições das edificações do Centro Histórico. A partir das avaliações, os órgãos envolvidos poderão definir as medidas prioritárias para reduzir riscos, orientar intervenções e contribuir para a conservação de um dos principais conjuntos históricos de Cuiabá.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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