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Comunidades rurais ganham visibilidade e renda com mototurismo no Carnaval
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O encerramento do Carnaval Off Cerrado, nesta terça-feira (17), confirmou a aprovação do mototurismo pela comunidade da Serra das Laranjeiras. O evento reuniu motociclistas, ciclistas de mountain bike e trilheiros na Rota Leste de Cuiabá, promovendo integração com a natureza, valorização da agricultura familiar e incentivo ao turismo local.
Os participantes percorreram o trajeto até o Distrito de Aguaçu, passando pela Serra das Laranjeiras, comunidades tradicionais e áreas de agricultura familiar, com saída às 6h30 da Orla do Porto, em frente ao Aquário Municipal. O roteiro incluiu café comunitário, subida da serra em ritmo reduzido e visita à Cachoeira dos Macacos, antes do retorno à capital pela Guia.
Promovido por concessionárias do setor motociclístico, o encontro contou com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA) e da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, além das forças de segurança, como Polícia Militar, Batalhão de Trânsito, Corpo de Bombeiros e Feconseg-MT (Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso).
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, a primeira-dama e vereadora Samantha Iris e a vereadora Baixinha Giraldelli participaram do evento, ressaltando a importância de valorizar os produtores locais. “É muito importante incentivar o mototurismo, principalmente nessa parte de contato com a natureza e com a agricultura familiar. Esse fortalecimento de toda a Baixada Cuiabana é muito importante. Muita gente ainda não conhece essas regiões e, ao participar, passa a valorizá-las”, destacou o prefeito, que participou pilotando uma motocicleta.
Samantha Iris ressaltou que a programação foi uma oportunidade de conhecer melhor a zona rural e integrar lazer, natureza e geração de renda. “Eu não conhecia essa região. É linda e precisa ser mais divulgada, inserida no mapa do turismo local. Quando as pessoas visitam, consomem os produtos daqui e contribuem para a renda das famílias. Isso é muito significativo para a comunidade”, avaliou.
Baixinha Giraldelli foi responsável por apresentar as ações voltadas à agricultura familiar na região. Durante a visita, destacou a apicultura desenvolvida na serra, a produção de farinha de jatobá. Segundo ela, a pauta teve como foco o fortalecimento da agricultura e a valorização dos produtores locais.
A iniciativa também foi bem recebida pelos moradores, principalmente pelo impacto positivo na agricultura familiar. Jorcemino Paiva de Assis, o Joca, residente há 12 anos na comunidade, comemorou o sucesso da abertura das trilhas. “Ficamos satisfeitos com a presença do público. A intenção é melhorar cada vez mais para continuar recebendo visitantes”, afirmou.
O produtor José Antônio Pereira Silva aproveitou o movimento para vender diretamente ao público. “Compensa comprar do produtor. Oferecemos frango, ovos, garapa, tudo daqui. Seria bom ter ações como essa pelo menos uma vez por mês”, sugeriu.
Edivorges Francisca, esposa de José, celebrou o clima do dia. “Foi um movimento bonito, trouxe alegria para a comunidade. Vendemos mandioca descascada, banana frita, garapa e limão. Normalmente comercializamos de porta em porta e também na feira de Aguaçu. Esse apoio faz diferença”.
Entre os participantes, Sara Almeida, da Concessionária Suzuki Porto Motos, destacou a experiência de integrar um passeio coletivo pela primeira vez. “Foi sensacional. A estrada de chão traz aquela expectativa do que vem pela frente. É incrível. E trilha também é lugar de mulher”, ressaltou.
Ariovaldo, conhecido como Tulinho, elogiou o clima de tranquilidade. “Quem participou conheceu lugares maravilhosos com segurança. Quem não veio, vai ter que estar na próxima”, concluiu.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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