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Câmara de Várzea Grande autoriza mais de R$ 41 milhões para reforço de obras, esporte e cultura

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Os vereadores de Várzea Grande aprovaram, durante a sessão ordinária realizada na terça-feira (23), dois projetos de lei que autorizam a suplementação de mais de R$ 41 milhões no orçamento municipal. As medidas garantem reforço financeiro para investimentos em infraestrutura, além de ações nas áreas de cultura, esporte e lazer.

As propostas promovem adequações em instrumentos que orientam o planejamento das contas públicas do município, incluindo o Plano Plurianual (PPA) 2026-2029, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 e a Lei Orçamentária Anual (LOA). As alterações permitem a abertura de créditos adicionais suplementares para ampliar a capacidade de investimento da administração municipal.

Do montante aprovado, R$ 33,35 milhões serão destinados à Secretaria Municipal de Viação e Obras. O objetivo é fortalecer a execução de obras de infraestrutura, serviços de manutenção viária e intervenções urbanas em diferentes regiões da cidade.

Outra matéria aprovada autoriza a abertura de crédito suplementar de R$ 7,82 milhões para ações ligadas à cultura, ao esporte e ao lazer. Os recursos serão utilizados na ampliação de programas e projetos voltados ao desenvolvimento social, incentivo às práticas esportivas e promoção de atividades culturais e comunitárias.

As suplementações orçamentárias seguem os mecanismos previstos na legislação e são utilizadas para reforçar dotações já existentes quando há necessidade de ampliar investimentos além do que foi inicialmente estabelecido no orçamento.

Com a aprovação das propostas, o Legislativo municipal viabiliza os instrumentos legais necessários para a execução das políticas públicas planejadas pelo Executivo, assegurando recursos para setores considerados essenciais ao crescimento e à qualidade de vida da população.

Os investimentos devem contribuir para melhorias na mobilidade urbana, na infraestrutura da cidade e na ampliação do acesso da população a atividades esportivas, culturais e de lazer.



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CPI da Saúde aciona Tribunal de Justiça para garantir depoimento de secretário em Mato Grosso

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) decidiu recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para tentar garantir o comparecimento do atual secretário estadual de Saúde, Juliano Silva Melo, às oitivas do colegiado. A iniciativa foi anunciada na quarta-feira (14), após novos adiamentos da participação do gestor.

De acordo com o deputado estadual Wilson Santos (PSD), presidente da comissão, o pedido será encaminhado ao desembargador Marcos Machado, com o objetivo de obter uma determinação judicial para que o secretário compareça. A CPI investiga procedimentos administrativos e pagamentos efetuados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

Na mesma reunião, os parlamentares ouviram o ex-secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo, que prestou esclarecimentos sobre pagamentos indenizatórios, reconhecimento de dívidas e recomendações emitidas pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Durante os questionamentos, Wilson Santos afirmou que os pagamentos indenizatórios investigados ultrapassam R$ 1,1 bilhão. O deputado também levantou dúvidas sobre a continuidade dessas despesas após o período mais crítico da pandemia de Covid-19 e mencionou repasses superiores a R$ 140 milhões ao Hospital Israelita Albert Einstein.

Em sua manifestação, Gilberto Figueiredo defendeu os procedimentos adotados durante sua gestão. O ex-secretário argumentou que essa modalidade de pagamento já era utilizada pelo Estado e pode ser necessária na área da Saúde para garantir o fornecimento de medicamentos e a prestação de serviços aos pacientes quando não existe contrato vigente.

Figueiredo também negou ter mantido acordos ilícitos com empresas e sustentou que as decisões tomadas durante sua passagem pela secretaria consideraram as necessidades do atendimento público.

A CPI deve continuar examinando documentos e poderá convocar outros agentes públicos à medida que as investigações avançarem. O prazo de funcionamento da comissão foi prorrogado até janeiro de 2027, permitindo a continuidade da apuração dos procedimentos e das despesas sob análise.

O pedido envolvendo o atual secretário integra as medidas adotadas pelos parlamentares para avançar na coleta de informações. A eventual determinação judicial sobre o comparecimento deverá ser acompanhada no decorrer dos trabalhos da comissão.



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