Cidades
Assistência Social leva conscientização sobre trabalho infantil à Feira do Osmar Cabral
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Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou ação de conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil na Feira do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A iniciativa integrou as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e teve como foco orientar feirantes, consumidores e trabalhadores sobre os impactos da exploração do trabalho infantil e os canais disponíveis para denúncia, na noite de quinta feira (18).
Durante a mobilização, servidores distribuíram folders informativos, apresentaram banners educativos e conversaram com o público sobre os riscos que o trabalho precoce representa para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os principais temas abordados estiveram a evasão escolar, os prejuízos físicos e emocionais, além da perpetuação de ciclos de vulnerabilidade social.
De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo regras específicas de proteção. A ação destacou que o combate ao trabalho infantil não significa ser contra o trabalho, mas contra situações de exploração que comprometem direitos fundamentais, como educação, lazer, convivência familiar e desenvolvimento saudável.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou a importância de ampliar o debate junto à população.
“O enfrentamento ao trabalho infantil passa pela informação e pela conscientização. Muitas vezes, práticas que parecem naturais acabam privando crianças de direitos essenciais, como estudar, brincar e se desenvolver plenamente. Nosso objetivo é fortalecer essa reflexão junto à comunidade e incentivar a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou.
A ação também abriu espaço para o diálogo com a população sobre um tema que costuma gerar diferentes opiniões. Entre os feirantes, houve consenso sobre a necessidade de combater situações de exploração, embora alguns tenham defendido a distinção entre o trabalho infantil e a participação eventual dos filhos nas atividades familiares.
O comerciante Mauro Neves Sobrinho, que atua há dez anos na feira, avaliou que é importante diferenciar a ajuda prestada pelos filhos aos pais de situações de exploração. Para ele, jornadas excessivas, esforços incompatíveis com a idade e atividades que afastam a criança da escola representam formas prejudiciais de trabalho infantil.
Entre os consumidores, muitos relataram desconhecimento sobre os canais de denúncia. A profissional de marketing Isabelle Aquino considerou importante a presença da equipe da assistência social na feira para ampliar o acesso à informação.
“Muitas pessoas acabam normalizando situações de trabalho infantil ou não sabem que elas precisam ser denunciadas. Essas ações ajudam a conscientizar e esclarecer a população”, afirmou.
O psicólogo Jonias Pereira Nunes da Mota destacou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Segundo ele, a presença dos órgãos públicos em espaços de grande circulação contribui para esclarecer dúvidas e aproximar a população das políticas de proteção à infância.
Já o trabalhador Nilson Fonseca Ferreira avaliou que campanhas educativas ajudam a orientar a sociedade sobre onde buscar ajuda e como agir diante de casos de exploração infantil. Para ele, a infância deve ser dedicada ao estudo, às brincadeiras e ao desenvolvimento pessoal.
A organizadora da feira, Patrícia Albuquerque, observou que o cenário mudou ao longo dos anos. Segundo ela, situações de trabalho infantil eram mais comuns no passado, mas atualmente a prática tem se tornado menos frequente graças à conscientização da sociedade. Ainda assim, considera importante manter ações educativas e de orientação.
O material distribuído durante a mobilização reforçou que o trabalho infantil pode expor crianças e adolescentes à violência, acidentes, exploração sexual, abandono escolar e outras situações que comprometem seu futuro. O folder também destacou que atividades realizadas nas ruas, como vendas ambulantes, pedidos de esmola e apresentações em semáforos, estão entre as piores formas de trabalho infantil previstas pela legislação.
Ao levar a discussão para um dos espaços mais movimentados da comunidade, a ação buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer a rede de proteção à infância, incentivando a denúncia de situações de exploração e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Prefeitura conclui manutenção em 20 ruas do Altos da Glória para melhorar trafegabilidade
A Prefeitura de Cuiabá concluiu o patrolamento, a limpeza e o encascalhamento de cerca de 20 ruas do bairro Altos da Glória. Executados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, os serviços começaram em maio e se estenderam por aproximadamente três meses, com encerramento em agosto, para melhorar as condições de circulação durante o período de estiagem.
A operação mobilizou uma motoniveladora, uma pá carregadeira, uma retroescavadeira, de dois a três caminhões, além de apontador e operadores. Em uma das vias que apresentavam situação mais crítica, foram necessários cerca de 60 caminhões de aterro para recompor o leito e permitir o nivelamento da rua.
Segundo o engenheiro fiscal da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, Enedino Antunes Soares, as características do terreno exigiram uma intervenção de maior porte. “O Altos da Glória possui um relevo bastante íngreme. Durante as chuvas, a força da água provoca erosões e abre crateras nas vias, o que aumenta a necessidade de recomposição com aterro e cascalho”, explicou.
O trabalho também enfrentou problemas provocados pelo lançamento de águas servidas e esgoto diretamente nas ruas, além do descarte irregular de lixo e da existência de ligações improvisadas. Esses fatores comprometem o resultado dos serviços e aceleram o desgaste das vias, principalmente nos trechos de maior declive.
O patrolamento e o encascalhamento são realizados periodicamente no bairro, inclusive desde gestões anteriores, mas têm caráter provisório. “Esse tipo de manutenção melhora a trafegabilidade durante o período seco, porém a solução definitiva para o Altos da Glória depende da implantação de pavimentação acompanhada por um sistema completo de drenagem”, ressaltou Enedino.
Formado a partir de um loteamento sem infraestrutura básica, o Altos da Glória abriga uma população estimada entre 20 mil e 30 mil moradores. Conforme os dados técnicos da operação, cada medição mensal dos serviços executados no bairro representa um investimento em torno de R$ 200 mil, sujeito à quantidade de equipamentos, materiais e equipes empregados no período.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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