Mato Grosso
Efeito Covid-19: defuntos já “congestionam” cemitérios em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Pela força letal com que essa pandemia do novo coronavírus tem assolado o país, alguns cemitérios de Mato Grosso também já esgotaram a sua capacidade, enquanto outros registram congestionamentos diários, em função do grande número de sepultamentos. Um dos exemplos pôde ser verificado ontem, dia 10, no Cemitério Bom Jesus de Cuiabá, aproximadamente às 17: o Campo Santo sediou 21 enterros, dos quais 15 óbitos decorrem de vítimas da Covid-19. Além dos carros funerários, veículos de familiares e amigos dos falecidos formaram filas ao redor do cemitério.
Segundo a administração do Serviço Funerário do município, as mortes por Covid-19 realmente têm causado congestionamentos regulares durante as cerimônias de sepultamento, posto que esse é fato novo em território nacional tantos óbitos sequenciais. Na avaliação dos encarregados, ocorre uma “explosão” diária de mortes por fatores naturais e aqueles provocados pelo novo coronavírus. Para enterrar simultaneamente tantos corpos, o resultado é que filas de veículos têm se formado à entrada dos cemitérios, com vários cortejos simultâneos aguardando a liberação dos sepultamentos.
Também foi explicado que os sepultamentos decorrentes da ação nefasta da Covid-19, atendendo normativas do Ministério da Saúde, são individuais e realizados de forma mais rápida, levando-se em conta o risco de contágio da doença. Para o Serviço Funerário do Município de Cuiabá, a tendência é de que esse congestionamento se mantenha enquanto durar o pique da doença. Foi frisado que o setor tem feito o possível para minimizar esse transtorno à população.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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