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Senador Flávio Bolsonaro se diz alvo de uma nova conspiração

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Da Redação

Como o presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) se diz vítima de uma conspiração. A queixa da vez do Zero Um é com a iniciativa do ministro Félix Fischer, da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de tirar da pauta de julgamento recursos que poderiam na prática sepultar a investigação do famoso caso da rachadinha.

No final de fevereiro, os ministros da Quinta Turma decidiram, por quatro votos a um, anular as quebras dos sigilos bancário e fiscal de Flávio e de mais de 90 investigados ao consideraram que o juiz Flávio Itabaiana, responsável pela canetada, não fundamentou a medida. A decisão atingiu em cheio a apuração realizada pelo Ministério Público do Rio, abrindo espaço para que as principais provas coletadas tenham de ser descartadas. O estrago no trabalho dos investigadores pode ser ainda maior.

Ficaram pendentes de análise na Quinta turma do STJ outros recursos, inclusive um que questiona a legalidade do relatório do Coaf que detectou as movimentações financeiras do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, acusado de ser o operador da rachadinha no gabinete de Flávio quando este era deputado estadual no Rio. A previsão era que Fischer submetesse aos colegas seu voto sobre os achados do Coaf na última terça-feira 2, mas o ministro adiou a análise. Foi o suficiente para o senador e seu entorno protestarem.

Em conversas reservadas, eles argumentam que Fischer só tirou o caso de pauta porque sabia que perderia, o que representaria o fim da apuração da rachadinha. Alegam ainda que o ministro “sentou no processo” para dar tempo ao Ministério Público do Rio de produzir novas provas — ou pelo menos de criar situações que sejam capazes de manter vivo o clamor pelo prosseguimento das apurações. Assessores chegam a dizer que Fischer age a serviço do lavajatismo e do ex-juiz Sergio Moro, que estariam empenhados em atingir Flávio e seu pai. Não deixa de ser curioso.

A Lava-Jato e Moro já foram caros a Jair Bolsonaro quando o ex-capitão prometia combater a corrupção. Com todas as pompas, o ex-juiz foi nomeado ministro da Justiça, cargo do qual pediu demissão após acusar o presidente de tentar interferir na Polícia Federal. A reclamação contra Fischer e Moro significa uma releitura da teoria da conspiração. No início do governo Bolsonaro, o presidente, seu filho e assessores diziam que a investigação da rachadinha era patrocinada pelo então governador do Rio, Wilson Witzel, que, de olho numa candidatura presidencial em 2022, manobrava o MP e a Justiça do Rio contra a primeira-família da República.

Eleito governador com o apoio de Flávio, Witzel se transformou em adversário dos Bolsonaro e foi afastado do cargo. Para sustentar a tese de que é vítima de armação, a família Bolsonaro agora coloca a dupla Fischer e Moro no lugar de Witzel. Ou seja: troca os personagens, mas não o enredo — e continua sem dar explicações convincentes sobre as transações financeiras descobertas. Entre elas, os pagamentos de despesas pessoais de Flávio feitas por Queiroz ou os repasses de 89 000 reais realizados à primeira-dama Michelle.

 

 

Fonte: Veja / https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/senador-fl%c3%a1vio-bolsonaro-se-diz-alvo-de-uma-nova-conspira%c3%a7%c3%a3o/ar-BB1ejbor

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Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada

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O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.

A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.

Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.

Fundo

A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:

  • a compra de veículos;
  • a renovação da frota;
  • investimentos para melhorar a atividade de transporte;
  • projetos que aumentem a produtividade;
  • iniciativas de redução das emissões de carbono.

Acesso ao crédito

Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.

— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.

Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.

— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.

Sustentabilidade

Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.

Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.

Tramitação

A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.

— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.

Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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