Mato Grosso
Governador Mauro Mendes afirma que somente este ano habilitou 90 novos leitos de UTI
Mato Grosso
Da Redação
O governador Mauro Mendes afirmou que somente neste início de ano, o Governo de Mato Grosso já habilitou 90 novos leitos de UTI para atender casos graves de covid-19.
Entre janeiro e março, foram abertos 10 novos leitos de Terapia Intensiva em Primavera do Leste, 10 leitos em Nova Mutum, 10 leitos em Alta Floresta e 10 em Lucas do Rio Verde, em parceria com as gestões municipais.
Também foram abertas UTIs na rede estadual de Saúde, sendo 10 leitos no Hospital Metropolitano, 30 no Hospital Estadual Santa Casa e 10 no Hospital Regional de Sinop.
No total, desde o início da pandemia, a estrutura de UTIs foi ampliada em quase quatro vezes: haviam 124 UTIs administradas pelo estado em março de 2020. Em março de 2021, são 483 entre as UTIs que o estado administra e as que o estado confiança em parceria com os municípios.
“Somente neste ano abrimos 90 novas UTIs em Mato Grosso. Mas chegamos no limite desses leitos de UTI, porque não temos médicos, não conseguimos mais encontrar fisioterapeutas, técnicos de enfermagem e demais profissionais para atuar nessas UTIs. Então é preciso diminuir a circulação das pessoas para diminuir o contágio. Espero que as pessoas compreendam isso”, ressaltou o governador.
Conforme o levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), Mato Grosso é o estado do Centro-Oeste com a maior estrutura de leitos de UTI por 100 mil habitantes (13,6), contra 12,2 de Goiás, 10,7 do Distrito Federal e 10,6 de Mato Grosso do Sul.
Além da abertura de UTIs e leitos de enfermaria, o Governo de Mato Grosso também investiu forte na testagem da população. É o segundo estado brasileiro que mais testou sua população (perdendo apenas para Roraima): a cada 100 mil habitantes, foram testados 30,6 mil.
“Eu espero que a população compreenda e siga as medidas de isolamento social e higiene para que possamos frear o contágio, porque nessa semana vamos chegar provavelmente a quase 100% de ocupação das UTIs”, relatou Mauro Mendes.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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