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Limpurb e Obras Públicas realizam operação de limpeza na “Ilha da Banana”

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Da Redação.

A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpub), em parceria com a Secretaria Municipal de Obras Públicas, iniciou nesta sexta-feira (26) uma operação de limpeza em toda a área do Largo do Rosário, popularmente conhecido como Ilha da Banana, na região central de Cuiabá. A ação integrada entre os órgãos da Prefeitura de Cuiabá no local engloba a execução de trabalhos tanto manuais como mecanizados.

De acordo com o plano montado para atendimento da demanda, a atividade contará com o empenho de mais de 50 operadores de limpeza pública e o apoio de caminhões caçamba, escavadeira hidráulica e retroescavadeira. O planejamento é que durantes esses primeiros dias a ação seja realizada com a utilização dos maquinários e, posteriormente, as equipes de trabalho manual deem continuidade.  

“Vamos atuar, inclusive, durante este fim de semana para garantir que todo o espaço seja atendido. Nossa previsão é de que a operação seja concluída ao longo da próxima semana. É válido destacar que essa é uma área do Governo do Estado, que há tempos não recebe um cuidado. Sendo assim, por estar exatamente no coração da cidade, resolvemos tomar essa iniciativa”, explica o diretor-presidente da Limpurb, Vanderlúcio Rodrigues.

O vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, destaca que esse tipo de atuação, feito em parceria entre os órgãos do Município, é uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, visando intensificar e tornar ainda mais efetiva a prestação dos serviços públicos à população. Stopa reforça ainda que, em grande parte, as ações da Secretaria de Obras Públicas e da Limpurb estão interligadas.  

“A tendência é de que esse trabalho em parceria seja cada vez mais fortalecido. Neste ano, já inserimos nossa operação tapa-buraco entre as atividades desenvolvidas no Mutirão da Limpeza da Limpurb. Também estamos atuando juntos em algumas situações de desobstrução de bocas de lobo, como no último sábado (20) na Rua Traçaia, ao lado da Arena Pantanal. Quem ganha com essa integração é a população”, comenta o vice-prefeito. 

 

Foto: Luiz Alves

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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