Política
Vereadores participam da eleição da União de Câmaras de MT
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Da Redação
Os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá participaram na última quarta-feira (24.02) da eleição da nova diretoria da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), para o biênio 2021/2022.
Concorre à presidência da entidade, o vereador de Várzea Grande, Bruno Rios (PSB), que disputa pela chapa denominada “Gestão, União e Transparência”, contra a reeleição do vereador de Vila Bela da Santíssima Trindade, Edcley Coelho (Solidariedade), que encabeça a chapa “Unidos pela UCMMAT – Celso Gaspar”.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), a eleição é muito importante para Cuiabá e outros municípios do estado que contam com apoio da entidade.
“Nossos irmãos vereadores, especialmente do interior, precisam de apoio e esse suporte encontra na UCMMAT, então, dessa forma, nós estamos aqui, como presidente da Câmara, exercendo nosso direito, estamos aqui deixando nosso voto de confiança e desejar que vença o melhor”, declarou Juca.
Marcaram presença no pleito eleitoral, no período da tarde, os vereadores de Cuiabá Cezinha Nascimento (PSL) Chico 2000 (PL) Demilson Nogueira (Progressistas) Dr. Luiz Fernando (Republicanos) Kássio Coelho (Patriota) Paulo Henrique (PV) Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania) Lilo Pinheiro (PDT).
“A UCMMAT é uma entidade importante para colaborar com os Legislativos do Estado. Os dois candidatos são nomes bons, que vença o melhor”, disse Cezinha Nascimento.
“Momento importante, uma Casa deve receber do Estado inteiro, dar um suporte necessário para que eles façam suas ações junto aos deputados, governo. Esta Casa precisa estar forte para que ela possa oferecer tranquilidade, segurança e condições, principalmente para os vereadores que vem do interior para tratar de assuntos de seus municípios”, comentou Chico 2000.
O candidato Bruno Rios relatou que a ideia de participar da eleição veio por observar a ausência de cursos de capacitação para os novos vereadores e pela ausência de representatividade da atual gestão.
“Queremos resgatar UCMMAT, para que ela possa protagonizar no cenário político e, com isso, fortalecer o vereador, porque nós somos o ‘para-choque’, somos nós que levamos a mensagem do povo para a Assembleia Legislativa, para o Governo do Estado. Precisamos de um vereador preparado”, destacou.
Já o vereador de sexto mandato, Edcley Coelho, disse que o resultado dos trabalhos realizados nos últimos dois anos de gestão o credencia para um novo mandato.
“Pegamos a Casa dos Vereadores sem nenhuma credibilidade e endividada. Nestes praticamente dois anos, fizemos um trabalho de base, fizemos o resgate, trouxemos a credibilidade, é isso que nos credencia, pagamos as contas e equilibramos as finanças. Agora com a Casa arrumada temos condições de fazer muito mais”, declarou Coelho.
Ao todo, cerca de 830 vereadores, de 79 Câmaras filiadas, puderam participar da eleição. A posse da nova mesa diretora será sete dias após as eleições.
Foto: Carol Siqueira
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Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada
O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.
A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.
Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.
Fundo
A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:
- a compra de veículos;
- a renovação da frota;
- investimentos para melhorar a atividade de transporte;
- projetos que aumentem a produtividade;
- iniciativas de redução das emissões de carbono.
Acesso ao crédito
Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.
— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.
Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.
— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.
Sustentabilidade
Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.
Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.
— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.
Tramitação
A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.
— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.
Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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