Mato Grosso

Max Russi assume a presidência ressaltando os trabalhos de Botelho

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Mato Grosso

Da Redação

“Vou me inspirar muito na forma de gerir do deputado Eduardo Botelho. Vai ser continuidade sem continuísmo, fizemos muito e queremos fazer mais”, assim foi o discurso do deputado Max Russi (PSB), que foi eleito e tomou posse como o novo presidente da Assembleia Legislativa, para o biênio 2021/2023.

Com 20 votos favoráveis, um contra e dois em branco, o deputado estadual Max Russi foi eleito presidente com chapa única.

Assim, Mesa Diretora ficou composta da seguinte forma:

Max Russi – Presidente

Dilmar Dal Bosco (DEM) – 1ª vice-presidência

Wilson Santos (PSDB) – 2ª vice-presidência

Eduardo Botelho (DEM) – 1ª secretaria

Janaina Riva (MDB) – 2ª secretaria

Delegado Claudinei Lopes (PSL) – 3ª secretaria

Allan Kardec (PDT) – 4ª secretaria.

Depois do ato de posse, o deputado Eduardo Botelho foi o primeiro à fazer uso da fala, quando agradeceu a confiança da maioria dos parlamentares, no exercício da presidência, que foi uma gestão pautada na sinceridade e honestidade.

 “Tudo aqui foi construído com muito diálogo. Fizemos muitas mudanças e tenho certeza que doravante os rumos dessa Casa serão outros. Não estou saindo do campo de batalha, vou contribuir em outro setor, nós mudamos a Assembleia, nunca se devolveu tanto dinheiro para o governo como nós fizemos”, completou.

Já o deputado Wilson Santos (PSDB), 2º vice-presidente, ressaltou que a responsabilidade do deputado Max Russi aumenta com a eleição.

 “Que o senhor possa trabalhar no estilo colegiado, valorizando toda a mesa diretora que foi eleita nesta noite. Sete cabeças podem construir soluções mais democráticas e assertivas”, afirmou o parlamentar.

Referente a gestão do ex-presidente, Wilson Santos disse que Eduardo Botelho deixa um legado importante nesta Casa, um legado de transparência, quando fez o portal transparência funcionar de verdade. O Fiplan funciona pra valer na Assembleia.

“Fomos a Casa de Leis que liderou, em nível nacional, a produção de matérias durante a pandemia no Brasil”, destacou Wilson.

Para finalizar, o presidente Max Russi revelou que tinha o sonho de ser presidente da Casa, porem não esperava que seria neste biênio, “confesso que é um dia feliz da minha vida, não esperava ser presidente nesse biênio, tinha esse sonho e as coisas aconteceram rapidamente. Com certeza foi a eleição mais fácil que já disputei. Foi uma eleição bastante tranquila”, relatou Max.

Agradecendo a Deus pela oportunidade, o presidente ainda disse que se considera um homem abençoado, por fazer aquilo que gosta, que é política, porque para ele, a política que resolve.

Ao finalizar seu discurso Max Russi fez dois pedidos: “um, que Deus me dê sabedoria, que eu possa tomar as decisões para o bem do próximo, o segundo, que a gente possa ter o Barranco de volta”, disse o presidente.

Foto: Fablicio Rodrigues

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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