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Disputa dos poderes

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Por: Cláudio Cordeiro

 

Parei para pensar um pouco, analisar e vi que a palavra correta para representar tudo que está acontecendo, se chama, DEGRINGOLADO, isso mesmo.

Se não vejamos, a luta para quem está no poder para permanecer, e quem está fora, tomar o poder. Tudo isso feito de forma traiçoeira. Não que antes fossediferente, mas hoje a participação dos poderes e a ausência e desinteresse da sociedade cria um vácuo onde vale tudo.

Acredito que tudo começa pela dívida originada na campanha eleitoral a qual vira um tsunami com a impossibilidade de adimplir com quem ofertou a monta necessária, que sempre na maioria das vezes tem um apetite insaciável.

Claro, tudo isso de forma sempre ilegal. Aliás, me responda, existe honestidade aqui?

Vejo que a ganância desenfreada abre espaço para um poder que não está nem um pouco adormecido, isso mesmo, pasme, mas o Exército como sempre, estápreparado e organizado para restabelecer a ordem.   E, num momento como este que estamos passando é mamão com açúcar. Não seria a hora de darmos 3 passos pra traz para podermos avançar 50?

Não sei se estou forçando, mas para mim 99% da população vota mesmo por conta da obrigação, do trabalho de divulgação e da cultura que também faz parte do processo.O voto eletrônico que em outros países mais desenvolvido é visto como uma piada aqui é uma comedia levada a sério. Que garantia temos?

Articular, essa é a palavra de ordem para que se possa gerar demanda e conquistar a permanência no poder, haja vista que a grande maioria que ganha uma disputa eleitoral já no primeiro dia de trabalho já tem o foco em pagar a dívida, angariar recursos para conseguir permanecer no poder e não outro.

Hoje temos que provar tudo, e como provar um direito ou uma pretensão onde tudo está contaminado?

Sei que até agora não disse nenhuma novidade, o Brasil já se arrasta desde o ano de 1500 com uma herança maldita a qual só muda a vestimenta desde então.

Vivemos num momento onde arrumar a saúde, a educação, combater o tráfico são coisas simples de fazer, mas o mundo gira nesse ciclo, então só resta apenas o conforto, quem pode mais chora menos.

E assim o mundo continua, de forma degringolada.

 

Cláudio Cordeiro – Publicitário/Consultor Politico/Advogado.

CEO Gonçalves Cordeiro.

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Saúde mental é inegociável

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O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.

Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.

Os números que não podem mais ser ignorados

Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.

No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.

O papel da segurança psicológica

Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.

Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.

A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.

O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.

O que aprendemos na prática

Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.

Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.

Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.

Em dez anos, a pauta amadureceu.

Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.

A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.

* Tatiana Pimenta CEO da Vittude



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