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Técnicos do TCE avaliam que Central de Distribuição de Vacinas em MT cumpre protocolo de segurança; entenda

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Da Redação

A Central de Distribuição de Vacinas em Mato Grosso, gerida pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), recebeu nesta sexta-feira (05.02) uma vistoria do Tribunal de Contas do Estado. A ação possibilitou a auditoria do sistema de registro de vacinas contra a Covid-19 e dos estoques do imunizante.

O supervisor da Secretaria de Controle Externo de Saúde e Meio Ambiente do Tribunal de Contas, Luiz Otávio Camargos, enfatizou que a estrutura do Centro de Distribuição cumpre os protocolos de segurança.

“As condições físicas do local estão adequadas para o tipo de vacina que está chegando. E quanto à operação [in loco], nós ainda estamos em verificação. Serão apresentados mais alguns controles e vamos colher o resultado dos inventários que fizemos”, disse.  

A ação integra uma série de auditorias realizadas junto aos órgãos que administram a distribuição, o armazenamento e a aplicação dos imunizantes contra a Covid-19 em Mato Grosso. Conforme explica o supervisor, a iniciativa é válida até mesmo para identificar o quantitativo de vacinas que estão sendo armazenadas, como elas estão sendo distribuídas e ter acesso a outros esclarecimentos sobre a operacionalização dessa logística.

“Todas as ações da campanha de vacinação têm sido fiscalizadas pelo Tribunal de Contas. Desde as instalações dos locais onde estão sendo aplicadas as vacinas, a questão do público que está sendo vacinado, e agora, para poder completar esse ciclo, fizemos a fiscalização voltada ao armazenamento e à distribuição [das vacinas]”, pontuou.

Até o momento, Mato Grosso recebeu o total de 161 mil doses de vacinas pelo Governo Federal. Conforme recomendação do Ministério da Saúde, a primeira remessa dos imunizantes, com 126 mil doses, foi fracionada em dois envios aos municípios.

O quantitativo relativo à segunda dose deverá ser distribuído já na próxima semana. De acordo com o gerente do Plano Estadual de Imunização de Mato Grosso, Thiago Rondon, a auditoria do Tribunal de Contas é importante por dar transparência ao trabalho das equipes técnicas do Estado.

“A equipe avalia essa ação como muito positiva, porque é a validação do nosso trabalho. Essa campanha de vacinação contra a Covid-19 é complicada, sobretudo na questão da logística das doses, porque estamos recebendo quantitativos muito fracionados por parte do Ministério da Saúde. Por isso a importância de se dar transparência quanto à divisão das doses recebidas pelo Estado para todos os municípios de Mato Grosso”, concluiu o gestor.

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Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada

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O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.

A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.

Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.

Fundo

A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:

  • a compra de veículos;
  • a renovação da frota;
  • investimentos para melhorar a atividade de transporte;
  • projetos que aumentem a produtividade;
  • iniciativas de redução das emissões de carbono.

Acesso ao crédito

Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.

— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.

Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.

— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.

Sustentabilidade

Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.

Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.

Tramitação

A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.

— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.

Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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