Mato Grosso

Governador: “Resgatamos a capacidade de o Estado promover o desenvolvimento social e econômico”

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Mato Grosso

Da Redação

O governador Mauro Mendes afirmou que, nos dois primeiros anos da atual gestão, o Governo de Mato Grosso conseguiu resgatar a capacidade de promover o desenvolvimento social e econômico do estado, já iniciando o maior programa de investimentos da história de Mato Grosso, o Mais MT.

A declaração foi dada durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa. Mauro Mendes lembrou que no início de 2019, o Executivo Estadual estava com mais de R$ 4 bilhões em dívidas de restos a pagar, dívidas de meses com fornecedores, salários e 13º atrasado dos servidores, viaturas sendo recolhidas por falta de pagamento, UTIs fechando, dentre outros graves problemas. 

Naquele mesmo ano, segundo o governador, o Governo do Estado foi consertado e as finanças colocadas em dia.

“Tínhamos desafios gigantes e demos respostas à altura. Com a ajuda da Assembleia, em janeiro de 2019 conseguimos reescrever a história desse estado. Começamos a mudar essa trajetória, reposicionamos o Governo perante a sociedade e hoje o estado de Mato Grosso consegue ser adimplente com suas obrigações. Resgatamos a capacidade de o Estado promover o desenvolvimento social e econômico”, disse.

O governador ressaltou que com o estado consertado, foi possível iniciar o programa Mais MT, que vai aplicar um total de R$ 9,5 bilhões em investimentos até 2022. Exemplo disso são as centenas de obras de Infraestrutura sendo executadas em todos os cantos de Mato Grosso.

“Temos o maior pacote de obras entre os estados brasileiros. Finalizamos o ano com mais de 1 mil km de rodovias sendo asfaltadas. Mais de 100 pontes de médio e grande porte sendo executadas. Temos para 2021 e 2022 algo muito maior do que aquilo que já iniciamos. Há poucos dias, licitamos mais de 1 mil km de projetos somados a mais de 700 km que estão sendo analisados neste momento pela Sinfra [Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística]. Teremos nos próximos meses, vencido o processo licitatório, um grande pacote de obras nesta área de Infraestrutura. Passando por rodovias, recuperações, construção de pontes. O maior programa de pontes da história desse estado já iniciou com os municípios.

Mauro Mendes registrou que os investimentos devem gerar até 54 mil empregos diretos e indiretos e ocorrem em 12 eixos: Saúde, Segurança, Educação, Social e Habitação, Desenvolvimento, Emprego e Renda, Infraestrutura, Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Simplifica MT, Eficiência Pública, Meio Ambiente, Agricultura Familiar e Regularização Fundiária.

“Estamos com um grande programa para instalar ar-condicionado em mais de 300 escolas que ainda não têm. Isso que poderia ser chamado de luxo em alguns estados, em Mato Grosso com o clima caloroso que nós temos é criar as condições dentro de sala de aula adequadas para a presença dos nossos profissionais e dos nossos alunos para um correto aprendizado”.

“Na Segurança, fizemos a entrega de 1300 pistolas Glock para a Polícia Militar. Adquirimos 2000 pistolas Glock e já autorizamos a aquisição de mais 3000. E se Deus quiser, com o apoio da Assembleia, ao final de 2022 queremos ter 100% das forças de segurança com os melhores e mais modernos equipamentos de combate ao crime e de proteção desses profissionais”, citou.  
Para o governador, nenhum outro estado tem tamanho potencial de crescimento quanto Mato Grosso.

“Não existe estado brasileiro com as perspectivas que Mato Grosso têm. Enquanto o mundo declina, o PIB de Mato Grosso cresce. A economia privada de Mato Grosso está bem há décadas. Mas agora ajustamos o Poder Executivo Estadual para promover o desenvolvimento social e econômico à população”, concluiu.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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