Mato Grosso

Vitória dupla de Bolsonaro interfere na disputa eleitoral de 2022 em Mato Grosso

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Mato Grosso

Da Redação.

As lideranças políticas, só estavam aguardando a confirmação das cogitações eleitorais, no Senado da República e o da Câmara Federal, para redefinir os caminhos do cenário da política, com as mudanças das “peças” e estratégias, dentro e fora dos partidos.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

“Os novos presidentes, do Senado da República o senador, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara Federal o deputado federal, Arthur Lira (PP-AL)”.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

 

Em Mato Grosso, as duas vitórias no cenário federal, de políticos supostamente ligados ao presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido) interferem diretamente nos próximos passos dos partidos, ligados a direita, centrão e esquerda.

“Enfraquecidos, MDB, PT, PSDB e DEM devem mostrar as suas alterações nos próximos dias”.

Foto: blogdojorgevieira

MDB, desde as disputas eleitorais municipais de 2020, principalmente da capital, mostrou que o partido que era visto como sólido, está repleto de “fissuras”, “rachaduras”, em alguns casos, até mesmo, um verdadeiro “Vale”, que separam as lideranças da sigla.

“Munrra perdeu seus poderes e suas forças”.

O deputado federal, considerado por muitos integrantes, como o “eterno presidente” do MDB, Carlos Bezerra teria perdido suas forças no cenário nacional, com o resultado das disputas das mesas, resultando no enfraquecimento até dos deputados na Assembleia Legislativa.

Agora, com o enfraquecimento da sigla no cenário nacional, o que era ruim, só não ficou pior, devido a virada histórica na política do prefeito reeleito Emanuel Pinheiro, que lidera uma das alas do partido.

Foto: pagina1

O PT, mesmo tendo representatividade, com duas cadeiras na Assembleia Legislativa, com Lúdio Cabral e Valdir Barranco, e uma na Câmara Federal, Prof. Rosa Neide, possui a tendência da seguir por cominhos de dificuldades, que pode se agravar com a falta de representatividade, no alto escalão das duas mesas, Senado da República e Câmara Federal, implicando mudanças de estratégias, hábitos e ações, com o objetivo de sobreviver nas próximas eleições.

Já o PSDB com o DEM, um “namoro” que estaria sendo considerado perfeito, para disputas das eleições de 2022 no Brasil todo, principalmente porque seria uma linha de frente para a disputa da presidência, com os resultados das disputas pelos comandos da Câmara Federal e Senado da República, praticamente “implodiu” tanto as siglas, como as estratégias de muitos políticos, em todo território nacional.

Foto: saviobarbosa

Em Mato Grosso, não seria diferente, o PSDB que anda de “arrasto”, com participações de “coadjuvantes a figurinistas” nas últimas eleições municipais, ainda enfrente dificuldades, com os dois representantes na Assembleia Legislativa, Wilson Santos e Carlos Avallone, com problemas na Justiças, que podem deixar o cargo há qualquer momento.

“Grave crise em Mato Grosso: se o PSDB perder as duas cadeiras na Assembleia Legislativa, vai ficar sem representatividade, já que não tem representantes eleitos na Câmara Federal, como também no Senado da República”.

Foto: Divulgação.

Já o DEM, mesmo discreto com a crise, o “racha” é fato, porém a implosão é uma questão iminente, uma verdadeira debandada já estaria programada para a próxima janela, levando a sigla para o caminho da “lotação de uma Kombi”, seguindo o mesmo destino no cenário nacional.

Foto: pastorecc

Com a derrocada de políticos tradicionais, naturalmente novas lideranças surgem com o fortalecimento de outros partidos. O que antes era deixado para o último ano, ou até mesmo considerado ações antecipadas de prematuras, agora as estratégias estão sendo estruturadas com antecedência, de imediato, para não se decepcionar com efeitos surpresas.

Foto: Alexandre Neto/Photopress

  

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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