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1º vacinado em Cuiabá relata dor ao ver desespero de doentes em UTIs

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Da Redação

O maqueiro João Acassio foi o primeiro a ser vacinado contra a Covid-19 em Cuiabá, na manhã desta quarta-feira (20). Ele dividiu, em seu discurso, a dor e desespero das pessoas que têm lutado contra o novo coronavírus.

“É desesperador porque você vê as pessoas buscando o ar, inseguras, falando que estão com medo de não voltar para casa em função de terem contraído a doença. É muito desesperador, a gente viveu um ano de grande aflição em 2020”, desabafa.

Ele orienta os cuiabanos para que procurem se vacinar quando chegar o seu momento na lista. Por enquanto, a vacinação na Capital vai atender apenas os profissionais da saúde que estão na linha de frente de enfrentamento à covid. O maqueiro pondera que não é necessário a insegurança.

“Sei que por ser algo novo, algumas pessoas estão preocupadas e ficam um pouco inseguras na questão de receber essas doses. Mas o que posso dizer como profissional da área da saúde é que elas precisam sim se imunizar, que possam rever a maneira de se comportar diante de um vírus tão perigoso como esse. Não esperem que essa tragédia chegue às casas delas, nas famílias delas”, pontua.

Além de João, mais seis profissionais da saúde foram vacinados na abertura da campanha no Centro de Eventos do Pantanal, sendo o médico Cervantes Caporrossi, que atua na UTI e Centros Cirúrgicos.

O médico José Augusto Curvo, de 71 anos, que atua no atendimento popular. A médica Maíra Sandes, plantonista da UTI do Hospital São Benedito. O enfermeiro Dercílio de Souza Ferreira, de 49 anos, lotado no Hospital Referência da Covid-19, antigo PS.

A assistente social Jakelyne Thayane de Arruda Soares, de 28 anos, que atua na UTI do Hospital São Benedito. A coordenadora de enfermagem da UTI do Hospital São Benedito, Thuany Meira Girando, de 29 anos.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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