Mato Grosso

Idosa de 64 anos é a primeira índia a ser vacinada em MT

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A mato-grossense Elidia Takiro Peruare, de 64 anos, foi a primeira indígena a ser vacinada contra a Covid-19 em Mato Grosso. A vacinação ocorreu na Casa de Saúde Indígena (Casai) de Cuiabá nesta terça-feira (19.01), quando outros três cidadãos indígenas também foram imunizados.

Da etnia Bakairi, Elidia disse estar alegre ao receber a primeira dose da vacina. “Fiquei muito alegre, muito mesmo. Eu acho que eu vou me sentir melhor agora, porque a gente não pegou o coronavírus”.

Cecilio Porireu Aijako, de 63 anos e da etnia Bororó, foi o primeiro trabalhador da saúde indígena a ser vacinado contra a Covid-19 em Mato Grosso. “Agradeço a Deus, à ciência e as pessoas envolvidas. Quero agradecer também o nosso Estado e nossas autoridades. É a ciência que está ganhando, as pessoas que lutaram e que batalharam estão ganhando”, avaliou.

No ato simbólico, também foram vacinados os indígenas Valdomiro Rodrigues Soares, de 54 anos e da etnia Bakairi, e o Alikose Enawene, de 20 anos e da etnia Enawene Nawe.

Das 126 mil doses de vacina que foram encaminhadas pelo Ministério da Saúde ao estado de Mato Grosso, 60 mil são especificamente destinadas à imunização dos indígenas que vivem em aldeias do território mato-grossense.

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, participou do evento simbólico das primeiras aplicações da vacina nos indígenas do estado e enfatizou a importância da imunização dos povos indígenas.

“Esse ato simbólico é importante porque busca sensibilizar a população indígena sobre a importância da vacina. A vacinação é uma responsabilidade da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), mas o Estado trabalha na logística de distribuição dessas doses para que a vacinação possa iniciar”, pontuou o gestor.

Figueiredo também explicou que as primeiras doses já devem começar a chegar nesta terça-feira (19) aos municípios de Mato Grosso. “Já começamos a fazer o encaminhamento das vacinas ao interior. Os Distritos Sanitários de Saúde Indígena (DSEIs) fazem a retirada dos imunizantes nos nossos Escritórios Regionais, sendo que as doses serão escoltadas com a ajuda do Exército Brasileiro até as aldeias”.

O coordenador do DSEI Cuiabá e representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Audimar Rocha, enalteceu a chegada das doses e frisou que estará “na ponta vacinando todos os nossos profissionais de saúde e todos aqueles indígenas que estão dentro do protocolo”.

“As pessoas questionam a vacinação já no primeiro lote dos povos indígenas, mas só questiona quem não conhece a realidade ou quem não vai a uma aldeia. Fico emocionado que, de 126 mil doses para Mato Grosso, 60 mil serão para os povos indígenas”, concluiu.  

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Réu é condenado a 16 anos por assassinato em Cuiabá

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou, nesta quarta-feira (30), Thiago Felipe Antunes de Amorim, conhecido como “Cachorrão”, pelo homicídio de Francisco Pereira Gonçalves. A pena foi fixada em 16 anos de reclusão.A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues, que defendeu a responsabilização do acusado pelos fatos narrados na denúncia.Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no dia 6 de agosto de 2013, por volta das 00h45, na Rua 05, no Bairro Real Parque, em Cuiabá, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo que resultaram em ferimentos graves e, posteriormente, em sua morte, ocorrida em 18 de setembro daquele ano.O Conselho de Sentença acolheu a tese ministerial e reconheceu a participação do réu no crime, concluindo que Thiago Felipe Antunes de Amorim efetuou os disparos contra a vítima com a colaboração de outras pessoas. Os jurados também afastaram a possibilidade de absolvição.Além disso, foi reconhecida a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme sustentado pela acusação, Francisco Pereira Gonçalves foi conduzido até o local do crime e surpreendido por um ataque repentino praticado pelo réu e por terceiros.O réu não compareceu à sessão de julgamento. Diante da condenação e da ausência injustificada, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira determinou a expedição de mandado de prisão para o cumprimento da pena.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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