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Após mais de três meses, Semob encerra período orientativo da faixa exclusiva da Av. Fernando Corrêa

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Da Redação

A Secretaria de Mobilidade Urbana encerra na próxima quarta-feira (20) o funcionamento orientativo da faixa exclusiva de ônibus, implantada na Avenida Fernando Corrêa da Costa. No total, o período teve duração de mais de três meses, tempo considerado necessário para que os condutores se adaptassem à alteração promovida na via.

A partir dessa data, aqueles que forem flagrados desrespeitando os horários estabelecidos serão autuados por esse tipo de infração. O uso indevido da faixa exclusiva pode acarretar em uma multa de R$ 293, além de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação, por ser considerada uma infração gravíssima. 

“Fizemos uma grande divulgação, com matérias no site da Prefeitura e também na imprensa, vários ônibus circulam com a mídia da campanha, também instalamos faixas aéreas ao longo da via com as orientações. Agora, aquele que receber a notificação, deve ficar ciente que infringiu uma regra de trânsito”, explica o secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo.

Diferente daquelas já implantadas em outras avenidas, a faixa exclusiva de ônibus da Fernando Corrêa da Costa é a primeira a funcionar em um modelo que atende os horários de pico, divididos entre o turno da manhã e da tarde. Sendo assim, o horário de proibição é de segunda a sexta-feira, das 6h as 08h30 e das 16h30 às 19h. Aos sábados das 6h às 8h30. Segundo o Código de Trânsito, podem circular pelas faixas, durante os horários de restrição, os ônibus, táxis, ambulâncias, viaturas policiais e vans escolares, devidamente vistoriados pela Semob.

Para evitar a aplicação de multa, o fluxo dos veículos nas faixas só é permitido para fazer a conversão à direita e deve ser feito ao fim da linha contínua, onde começa a linha tracejada ou sinalizando que vai entrar na próxima quadra. O acesso à faixa exclusiva também é permitido para entrar em residências ou estacionamentos.

“Vários pontos da faixa já sugerem essa possibilidade, por meio do seu seccionamento, nos casos em que os motoristas precisarem acessar algum comércio ou residência, por exemplo, só que notamos que há muitas dúvidas em relação a isso. Nesses casos, o motorista pode fazer o uso da faixa, mas sinalizando a rota que vai entrar. Os agentes que estarão fiscalizando estão de olho nos condutores que usam a faixa como rota de fuga, como pista livre”, explica o diretor de Transportes da Semob, Nicolau Budib.

Conforme o secretário, a criação de mais uma faixa fortalece o transporte coletivo e ajuda na circulação, visto que a velocidade média dos ônibus aumenta, passando de 13 km por hora para 24 km/hora. “Disciplina o trânsito, pois acaba com aquela disputa de espaço. Melhora também a frequência e diminui o tempo de espera do usuário no ponto”, aponta o secretário Antenor.

FLUIDEZ NO TRÂNSITO

Os corredores foram implantados com o objetivo de proporcionar maior celeridade e com isso menos atraso nos horários estipulados para cada linha de ônibus. Desde a implantação, segundo estudos, a medida praticamente acabou com os atrasos nesses pontos situados nas vias contempladas. Só na Avenida do CPA, conforme a pasta, houve 30% de otimização de chegada entre o terminal de ônibus do CPA I até o Centro da cidade.

Atualmente, Cuiabá conta com faixas exclusivas nas principais avenidas da cidade: Getúlio Vargas, Isaac Póvoas, Generoso Ponce, Tenente Coronel Duarte (Prainha) e Historiador Rubens de Mendonça (mais conhecida como CPA).

Foto: Luiz Alves

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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