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Homem tenta matar menor com motosserra em Tapurah

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Da Redação

A policia militar, prendeu um homem de 39 anos foi preso, após cortar um adolescente de 16 anos com uma motosserra em uma discussão, em Tapurah (a 428 km de Cuiabá). A agressão ocorreu quando o menor flagrou o agressor brigando com a esposa e tentou separar a briga do casal.

De acordo com informações que consta no boletim de ocorrência, o agressor foi até seu carro e voltou portando uma motosserra. Ele, então, começou a perseguir o adolescente. A vítima tentou correr, mas foi atingida e recebeu cortes nas costas e na mão direita. 

Ainda de acordo com os relatos da vítima, o menor conseguiu se esconder em sua residência. No entanto, o agressor continuou seguindo-o com a motosserra e tentou invadir o local. O agressor só parou a perseguição quando um homem, não identificado, efetuou disparos contra o suspeito com a motosserra, momento que ele deixou o local.

Na sequência, o menor foi encaminhado ao Hospital Municipal, onde recebeu atendimento e ficou sob cuidados médicos. A Polícia Militar foi acionada e iniciou as buscas para encontrar o autor da agressão. Porém, algum tempo depois, a PM foi informada que o suspeito havia dado entrada em uma unidade de saúde com um ferimento de bala.

Após receber alta médica, o homem foi detido pelos militares e encaminhado para a delegacia, onde testemunhas fizeram seu reconhecimento. Ele foi autuado por lesão corporal. Já o suspeito autor dos tiros não foi identificado e nem localizado pelos policiais até o momento. O caso segue sendo investigado.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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