Mato Grosso
Sesp apreende em MT 6,3 toneladas de drogas em 6 meses
Mato Grosso
Da Redação
De janeiro a julho de 2017 as forças de segurança, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), apreenderam 6,3 toneladas de drogas em Mato Grosso. A maconha foi o entorpecente mais apreendido neste período, somando 3.4 mil quilos. Entre os entorpecentes apreendidos estão ainda cocaína com 1.3 mil quilos e pasta-base de cocaína, com 1.6 mil kg.
Segundo a assessoria de imprensa da Sesp, o secretário da pasta, Rogers Jarbas, atribuiu o aumento de apreensões aos investimentos realizados pelo governo do Estado, que possibilitaram mudanças profundas no sistema de segurança e, em especial, na metodologia de trabalho das forças policiais.
“A integração tem produzido resultados históricos na apreensão de armas e drogas ilegais, diminuindo a criminalidade violenta e, consequentemente, roubos e homicídios”, disse.
O material apreendido é destruído pela Polícia Civil (PJC). Segundo a assessoria do órgão, várias incinerações já foram realizadas este ano. Para o procedimento ocorrer é preciso autorização judicial e a queima ocorre em fornalhas de empresas parcerias nas regiões onde a apreensão foi realizada.
Em janeiro deste ano, por exemplo, a PJC incinerou 279 quilos de entorpecentes e 117 frascos de lança-perfume. A queima das drogas foi realizada na Olaria Alicerce, em Várzea Grande. A droga apreendida resultou em 600 procedimentos policiais, sendo 460 inquéritos de tráfico de drogas e 140 termos circunstanciados de usuários. Os processos transitavam nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande e Poconé.
Com as alterações na Lei de Tóxicos (Lei nº 11.343/2006), a destruição de drogas apreendidas só pode ocorrer após decisão judicial e passa a ser competência da Polícia Judiciária, na presença de testemunhas e mediante auto circunstanciado.
As drogas foram levadas até ao forno da cerâmica por escolta policial do Grupo de Operações Especializadas (GOE) da Polícia Civil. A destruição das drogas é coordenada pela diretoria metropolitana da Polícia Civil conta com a presença do delegado da Polícia Federal, e testemunhado por representantes do Poder Judiciário, da Secretaria de Estado de Saúde (Ses), da Vigilância Sanitária, do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen) e policiais civis.
Fonte: Gazeta Digital
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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