Mato Grosso
Eleição 2020: PSB salta de três para 13 prefeituras em Mato Grosso
Mato Grosso
Da Redação.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) saiu mais fortalecido deste pleito eleitoral de 2020, em Mato Grosso, elegendo suas lideranças em 12 municípios, de pontos estratégicos do estado, com destaque para as duas mulheres.

Foto: facebook
As prefeitas eleitas, Andreia Wagner de Jaciara e Eliene Liberato de Cáceres foram os grandes destaques desta eleição, já muitos ainda duvidavam da força e importância da mulher na política.

Foto:rdnews
Tanto Eliene, quanto Andreia fizeram uma campanha propositiva, levando para os eleitores propostas que atendem diretamente a demanda da população.
Para a maioria do eleitores, esta eleição é o princípio de uma nova era, da verdadeira valorização da mulher da política, já que muitos, mostraram através do voto, que acreditam nos trabalhos desempenhados pelas mulheres, à frente da administração pública.
Para o presidente do PSB em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, o partido saiu fortalecido nessas eleições municipais de 2020.
De acordo com Max Russi, o PSB sai como o terceiro partido que mais elegeu prefeitos e que mais elegeu vereadores no Estado.

Foto:cuiabanews
“Tínhamos três prefeitos antes da eleição, reelegemos dois. Saímos de três para 13 prefeitos e elegemos 141 vereadores, praticamente um vereador por município do Estado. Isso deu uma capilaridade muito grande ao partido”, ressaltou o deputado.
“PSB salta de três (03) para 13 prefeituras em Mato Grosso”.
Lista dos prefeitos eleitos.
1 – Alto Araguaia – Gustavo Melo (PSB): 54,34% (4805 votos)
2 – Araguaiana – Getúlio (PSB): 69,09% (1750 votos)
3 – Bom Jesus do Araguaia – Mansão (PSB): 45,21% (1507 votos)
4 – Cáceres – Eliene Liberato (PSB): 38,16% (15881 votos)
5 – Cocalinho – Baco (PSB): 52,13% (1911 votos)
6 – Jaciara – Andreia (PSB): 47,97% (6754 votos)
7 – Jauru – Passarinho (PSB): 50,85% (2643 votos)
8 – Nova Xavantina – João Bang (PSB): 47,88% (5205 votos)
9 – Santa Terezinha – Thiago Engenheiro (PSB): 70,03% (2430 votos)
10 – Pedra Preta – Nelson Orlato (PSB): 39,12% (3952 votos)
11 – São José do Povo – Junior da Saude (PSB): 31,98% (661 votos)
12 – São Pedro da Cipa – Eduardo Portugues (PSB): 51,68% (1460 votos)
13 – Tesouro – Isaack (PSB): 50,82% (1206 votos)
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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